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Ao longo de quatro anos esses projetos absorveram investimentos públicos e privados da ordem de R$ 70 bilhões. Um modelo gerencial inovador contribuiu para que os objetivos do programa se transformassem rapidamente em realidade. |
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Paralelamente, foi organizada uma força-tarefa no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão para dar suporte aos gerentes e aos ministérios responsáveis pelos projetos. Por meio do Sistema de Informações Gerenciais, eles desfrutavam de linha direta com a força-tarefa e com os diferentes escalões e entidades do governo, incluindo os ministros e o Presidente da República. O monitoramento permitiu aos gerentes alertar, em tempo hábil, sobre qualquer problema que pudesse comprometer o andamento dos empreendimentos.
O gerenciamento intensivo deu excelentes resultados. Na fase de construção, o Gasoduto Bolívia-Brasil teve redução de custos de 20% em relação ao preço básico de referência. Empreendimentos complexos, como a Linha de Transmissão Norte-Sul, foram concluídos dentro do cronograma original de implantação. Noutros casos, como a modernização do Porto de Sepetiba, as obras terminaram antes do prazo. Mesmo na área social, o novo modelo de gestão se mostrou muito eficaz. Projetos como o Carta de Crédito, Reforma Agrária, Ação Social em Saneamento (PASS), Dinheiro Direto na Escola e Programa Nacional de Qualificação e Requalificação (PLANFOR) superaram as metas originais previstas em agosto de 1996. |
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O papel das parcerias público-privadas também foi determinante para o sucesso do programa de governo. Como o Estado não tem todos os recursos necessários para financiar o desenvolvimento nacional, é preciso buscá-los na sociedade por meio de parcerias. Para tanto, é essencial contar com bons projetos e com uma gestão confiável, que assegurem ao empresário privado o retorno condizente com seus investimentos, dois atributos do Brasil em Ação. Ao final de três anos e meio, a participação de capitais privados no programa chegou a 21,5%, resultado sem precedentes na história recente do País. Concluído em 31 de dezembro de 1999, o programa fez escola na administração pública. Sua experiência está sendo estendida para todo o setor público federal e constitui a base da nova estrutura do Plano Plurianual 2000-2003, o Avança Brasil, com programas, gerentes, parcerias e foco em resultados. As lições do Brasil em Ação foram definitivamente incorporadas à ação governamental. |
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