Avaliação dos ProgramasCenso 2000



Realização Física e Financeira Indicadores Custos


Este Programa vem sendo executado dentro dos prazos planejados e compromissados com a sociedade. Vale salientar que, comparativamente ao último censo - 1991, houve uma redução significativa nos prazos de disponibilização dos resultados, em que pese alguns atrasos em relação ao previsto.
No que diz respeito ao cronograma de divulgação dos resultados do Censo 2000, alguns atrasos ocorreram, basicamente em face de problemas na instalação e operacionalização do Centro de Captura de Dados, responsáveis pela apuração da massa de questionários. Diante disso, a divulgação dos resultados definitivos do universo, que estava prevista para ser em treze meses, só foi possível em dezesseis meses.
Quanto à divulgação dos resultados preliminares da amostra, prevista para ocorrer em dezessete meses, foi realizada em vinte um meses. Já a divulgação dos resultados definitivos da amostra, ela está ocorrendo no prazo previsto.
Os fatores críticos de sucesso nesta estratégia, passíveis de difusão na forma de boas práticas foram:
Do ponto de vista externo, as ações voltadas para a transparência e legitimidade das operações censitárias através da constituição de participação da sociedade, quais sejam, Comissão Consultiva com representantes do meio acadêmico e técnico-científico; seminários e reuniões de consulta aos principais usuários para definição do conteúdo dos questionários; criação de comissões censitárias municipais, com participação de representantes da comunidade local, com vistas ao apoio e acompanhamento da operação censitária.
Do ponto de vista interno, cabe destacar a criação da Comissão de Planejamento e Organização do Censo 2000, responsável pela definição das estratégias e acompanhamento operacional de todas as ações envolvidas; a incorporação de avanços tecnológicos em todas as etapas da operação (mapa digital; uso de scanner na captura de dados, entre outros avanços). A implantação do Sistema de Indicadores da Coleta, que permitiu o acompanhamento da operação de campo da captura de dados, o monitoramento da qualidade da cobertura e racionalização na gestão dos recursos humanos. Por último, houve forte investimento em treinamento de pessoal, de forma a garantir a padronização dos procedimentos e a facilitação na obtenção e conteúdos, a fim de garantir a qualidade da coleta.
A disponibilização no tempo adequado de dados atualizados tem, sem dúvida, impacto positivo sobre o público-alvo, uma vez que contribui para o melhor planejamento e ações mais eficazes do setor privado e das políticas públicas. Assim, tendo em conta os resultados divulgados, pode-se considerar que o desempenho foi satisfatório, além de oferecer subsídios às comunidades acadêmicas e técnico-científicas sobre a evolução demográfica e social do país, propiciando-lhes melhores condições para seus estudos e projetos.
Sumariamente os principais resultados obtidos no período de 2000 a 2002 foram os seguintes:
Em 2000, realização da coleta de dados em mais de 45 milhões de domicílios e o recenseamento de 169,8 milhões de pessoas, registrando os mais baixos índices de subenumeração, com significativa melhoria na cobertura do território nacional e a divulgação dos resultados preliminares ainda no mês de dezembro do mesmo ano.
Em 2001, a divulgação da Sinopse Preliminar, em maio, apresentando o total da população residente por sexo, o total de domicílios por espécie, a média de moradores por unidade habitacional, área e densidade demográfica dos municípios, entre outros, e, em dezembro, a divulgação dos Resultados Definitivos do Universo, com os dados definitivos referentes às características comuns da população, investigadas nos questionários básicos e da amostra.
Em 2002, a divulgação da Tabulação Avançada da Amostra, em maio, cujos resultados apresentados em nível estadual e embora de caráter ainda preliminar, já anteciparam algumas transformações importantes da sociedade brasileira e, em dezembro, a divulgação dos Primeiros Resultados da Amostra, oferecendo informações, em nível municipal, de todos os temas levantados no questionário da Amostra do Censo 2000.



A realização decenal dos censos demográficos no Brasil é definida por lei e seus resultados representam a principal fonte de informação sobre vários aspectos importantes da população, de suas condições de vida e distribuição no território nacional e são fundamentais para o conhecimento do comportamento e da evolução desses aspectos ao longo de grandes períodos.
Assim, o conteúdo dos questionários é definido em conjunto com os principais usuários, de forma a incorporar as novas demandas públicas e privadas por informação com a inclusão de itens relevantes para o conhecimento da realidade nacional, das características e das condições de vida da população.
No caso do Censo 2000, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE fez ampla consulta aos principais usuários e constituiu comissão consultiva com representantes do meio acadêmico e técnico-científico, visando ao acompanhamento de todas as ações de planejamento, execução, apuração e divulgação de resultados, buscando, com essas duas medidas, dar transparência ao processo e bem atender às expectativas da sociedade quanto ao conteúdo abrangido e aos procedimentos técnicos adotados.
A excelente receptividade da população ao responder ao Censo 2000, a ampla e intensa exploração de seus resultados que vem sendo feita pela imprensa, os inúmeros estudos já divulgados com base nos dados censitários, o substancial aumento das consultas recebidas nos diversos meios de acesso abertos pelo IBGE, com destaque para a internet, demonstram que o Censo 2000 foi bem concebido e alcançou alto grau de satisfação de todos os setores que compõem seu público-alvo.



O Programa Censo 2000 não sofreu modificações relevantes entre sua concepção e implementação. Alguns ajustes de ordem operacional foram necessários, mas sem desdobramentos que implicassem em alterações significativas nas etapas planejada e nada que comprometesse as principais metas e prazos estabelecidos.
O IBGE estabeleceu parcerias com diversos órgãos nacionais, tais como Funasa, INSS, Funai e outros, como o Exército Nacional, os quais apoiaram as operações de campo, oferecendo diversos tipos de recursos.
A operação censitária contou, também, com a colaboração de prefeituras municipais, de órgãos estaduais, de concessionárias de serviços públicos e empresas privadas na etapa de atualização da base operacional e geográfica (mapas municipais e croqui de setores censitários). Tal colaboração consistiu no fornecimento de mapas em meio digital ou convencional sobre os quais o IBGE fez adaptações, atualizações e incorporações, de forma a construir a malha setorial que serviu de base para a coleta de dados e a divulgação de resultados.
Em contrapartida, o IBGE ofereceu os mapas atualizados, em meio digital. Essas contribuições foram fundamentais para um dos importantes avanços do Censo 2000 - que foi a obtenção de mapas municipais e cadastrais de todos os municípios brasileiros em meio digital, o que contribuiu para facilitar a identificação da área de trabalho por parte do recenseador e possibilitou o referenciamento espacial dos resultados do Censo.
Para realização da etapa de coleta de dados do Censo 2000, as prefeituras municipais cederam prédios e mobiliários para uso das equipes locais, para a instalação de Postos de Coleta nos municípios onde não havia agência do IBGE ou onde as instalações próprias não eram suficientes. As prefeituras, eventualmente, colaboraram também com outros itens de apoio às equipes locais. Dos órgãos estaduais, a contribuição mais expressiva foi na cessão de escolas para a realização das provas dos diversos processos seletivos realizados e para os treinamentos que ocorreram em todo o território nacional, tendo contado, ainda, com a ajuda de diversos órgãos federais.
Das Forças Armadas, foi assinado um convênio apenas com o Exército, que forneceu transporte aos recenseadores nas áreas de difícil acesso, principalmente nas regiões Norte e Centro-Oeste. A Marinha e a Aeronáutica também colaboraram, prestando o mesmo tipo de ajuda, embora sem a assinatura de convênio. O INSS cedeu espaços em diversos municípios para a instalação de Postos de Coleta. A Embrapa e a Funasa também contribuíram oferecendo apoio às equipes de campo e a Funai colaborou no acesso e no contato com as comunidades indígenas. Todas as contribuições foram consideradas satisfatórias e ajudaram a garantir a qualidade da cobertura do território nacional e o cumprimento dos prazos da operação de campo.
No que diz respeito ao repasse de recursos, há que se ressaltar alguns atrasos no fluxo financeiro em 2000, o que implicou atrasos nos compromissos com grandes fornecedores e alguns poucos problemas no pagamento de recenseadores. No entanto, não chegou a haver prejuízo no andamento da coleta de dados. Nos exercícios de 2001 e 2002, não houve nenhum atraso na liberação dos recursos solicitados.
Quanto ao processo de capacitação das equipes contratadas para a realização do Censo 2000, abrangeu também os níveis gerenciais do quadro de servidores do IBGE, ambos com enfoque nos aspectos técnicos da operação censitária.

Ciência e Tecnologia para a Gestão de Ecossistemas