
|
 |


 |
 |
|
As taxas de analfabetismo, na faixa etária de 15 anos ou mais, foram reduzidas. Segundo dados do IBGE a redução foi de 14,9% em 1996 para 13,6% em 2000. Analisando os dados, verifica-se que a redução atingiu todas as idades, observa-se, porém, que a intensidade diminui à medida que aumenta a idade da população, principalmente quando se trata da população da zona rural.
|
 |
|
Ressalta-se que os resultados das ações como Recomeço-Programa Supletivo, implantada em 2001, e que beneficiam atualmente 1,3 milhão de alunos, somente contribuirão para a variação do índice a partir de 2003, quando estes alunos concluirão o primeiro segmento do ensino fundamental.
|
 |
|
O Ministério da Educação no âmbito do Programa Educação de Jovens e Adultos desenvolveu em parceria com os sistemas de ensino, no período 2000-2002 ações prioritárias que possibilitaram a formação continuada de 69.401 docentes e a oferta de material didático para 2.523.712 alunos. Essas metas poderão ser ampliadas com a realização de novos convênios a serem efetivados, após o vencimento do prazo estabelecido pela Lei Eleitoral, que proíbe a transferência de recursos de convênios às instituições públicas nesse período.
|
 |
|
Em 2002, foram feitos investimentos na melhoria da qualidade do ensino fundamental para jovens e adultos, por meio da formação continuada de 18.290 professores e da oferta de material didático específico e adequado à modalidade educação de jovens e adultos para 462.578 alunos.
|
 |
|
Destaca-se que essas ações beneficiaram os professores e os alunos dos sistemas de ensino das regiões metropolitanas de São Paulo, Vitória, Rio Janeiro, Brasília e entorno, integrantes do Programa Brasil diz não à Violência, coordenado pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da Republica.
|
 |
|
De acordo com o Censo Escolar 2001, a matrícula do ensino fundamental de jovens e adultos cresceu 17%. O crescimento foi maior na Região Norte com 34%, passando 332.166 para 445.845 alunos e na Região Nordeste, onde o crescimento foi de 54% . Nessa região, a matrícula passou de 540.868 para 835.513 alunos.
|
 |
|
Em 2002, o Censo Educacional apresentou um crescimento no ensino fundamental de jovens, em relação ao ano anterior, na ordem de 26% . Na Região Norte, o crescimento foi de 13%. Na Região Nordeste, o crescimento foi de 33%. As duas regiões somam atualmente, no ensino fundamental para jovens e adultos, uma matrícula de 1.601.774 alunos.
|
 |
|
O crescimento da matrícula foi atribuído, entre outras ações, a criação do Recomeço - Programa Supletivo, implantada no ano de 2001 nas Regiões Norte, Nordeste e 389 municípios de outras regiões com IDH igual ou menor a 0,5. No primeiro ano a ação beneficiou aproximadamente 830 mil alunos do ensino fundamental de jovens e adultos, com avaliação no processo. Atualmente cerca de 1,3 milhão de alunos são beneficiados com a ação.
|
 |
|
A continuidade do Recomeço - Programa Supletivo nas Regiões Norte e Nordeste, combinada com outras ações de apoio aos sistemas de ensino, possibilitará o aumento da oferta de ensino fundamental e conseqüentemente a redução dos atuais índices de analfabetismo.
|
 |
|
A redução da taxas de analfabetos, segundo dados do IBGE, atingiu todas as idades, observa-se, porém que a intensidade diminuiu à medida que aumenta a idade da população. A população acima de cinqüenta anos, principalmente na zona rural, não se beneficia da oferta de ensino pelos sistemas.
|
 |
|
O Programa contribuiu para aumentar a oferta de ensino fundamental para jovens e adultos com a implantação do Recomeço-Programa Supletivo, nas Regiões Norte e Nordeste, onde historicamente se registram as maiores taxas de analfabetismo; investiu na melhoria da qualidade do ensino fundamental de jovens e adultos por meio da formação continuada de professores e da oferta de material didático específico, adequado à modalidade educação de jovens e adultos; apoiou financeiramente aos sistemas de ensino das regiões metropolitanas das capitais, áreas onde estão concentrados um contingente elevado de jovens e adultos que não tiveram acesso ao ensino fundamental ou não o concluíram na idade própria.
|
 |
|
As taxas de analfabetismo, segundo dados do IBGE, são maiores em algumas regiões. As Regiões Norte e Nordeste detêm as taxas mais elevadas. Para essas regiões foi criado e implantado a operação especial Recomeço - Programa Supletivo que, no período de 2000-2002, beneficiou 1,3 milhão de alunos.
|
 |
|
O Programa, no período 2000 - 2002, foi ampliado com a criação de duas novas atividades (Alfabetização Solidária e Veiculação de Programas de Rádio-Escola) e de uma Operação Especial (Garantia do Padrão Mínimo de Qualidade para a Educação de Jovens e Adultos).
|
 |
|
Este crescimento apresentou como conseqüência o aumento significativo de vagas no ensino fundamental para jovens e adultos, principalmente nas Regiões Norte e Nordeste, e em municípios com IDH abaixo da média nacional, localizados em outras regiões. Vale ressaltar que estes resultados foram evidenciados na área de abrangência do Recomeço - Programa Supletivo. Outra conseqüência desse crescimento está relacionada à melhora da qualidade da oferta, resultado do apoio financeiro aos sistemas de ensino para o desenvolvimento de formação continuada a provisão de material didático específico para essa faixa etária.
|
 |
|
Ações de outros programas impactaram positivamente no resultado do Programa Educação de Jovens e Adultos. Nesse sentido, o aumento da oferta de vagas no ensino fundamental e a redução da defasagem idade série, por meio da ação Correção do Fluxo Escolar, contribuíram para o aumento da escolarização no ensino fundamental e conseqüentemente para a redução da demanda por educação de jovens e adultos.
|
 |
|
Espera-se para 2003 o aumento da oferta de ensino fundamental para jovens e adultos, principalmente, por meio da ação Recomeço - Programa Supletivo nas Regiões Norte e Nordeste, onde existe o maior número de jovens e adultos que não tiveram acesso ou não concluíram o ensino fundamental na idade própria. Bem como a produção e distribuição de novo material didático que atenda a especificidade da modalidade, levando em conta não só o espaço geográfico onde reside o aluno, mas também as suas condições de vida e de trabalho.
|
 |
|
 |
 |



|
|
Determina o texto constitucional no Artigo 208, que é dever do Estado com a educação a garantia de ensino fundamental obrigatório e gratuito, assegurando, inclusive, sua oferta aos que a ele não tiveram acesso na idade própria. Nesse sentido, esclarecemos que a Constituição se refere a ensino fundamental e não alfabetização. Por sua vez, ensino fundamental, segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional é o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo. Dessa forma, entende-se ensino fundamental como processo e alfabetização como início desse processo.
|
 |
|
O objetivo deste trabalho foi orientar os responsáveis pelas instituições que desenvolvem ações voltadas para a redução do analfabetismo, da importância da definição dos termos e da influência desses termos na definição das políticas públicas voltadas para esta população. Visa-se, acima de tudo, que o atendimento de jovens e adultos não se restrinja a programas de alfabetização, com curta duração, que mais se caracterizam como campanhas, sem preocupação de encaminhamento dos beneficiados para a continuidade do processo até a conclusão do ensino fundamental.
|
 |
|
O Programa, conforme previsto inicialmente no PPA, se constituía de duas atividades e de dois projetos. Os recursos orçamentários previstos para os quatros anos de Plano somavam R$ 176.624.055,00.
|
 |
|
O objetivo do Programa é adequado, seu público-alvo está bem definido, as ações são suficientes e estão adequadas ao objetivo. Os indicadores estão bem definidos.
|
 |
|
Por se tratar de ensino fundamental, conforme determinação constitucional, compete aos sistemas de ensino estaduais e municipais a sua oferta.
|
 |
 |
|
 |



|
|
O Programa se caracteriza como multissetorial. Duas de suas atividades são executadas por órgãos que estão fora da estrutura do Ministério da Educação. Uma das instituições executoras é o Ministério da Reforma Agrária e a outra uma Organização Não-Governamental.
|
 |
|
Com relação ao objetivo do Programa, articulou-se com os executores das ações, por meio de reuniões, estudos e debates, visando uma melhor compreensão do que é a Educação de Jovens e Adultos, no âmbito do ensino fundamental.
|
 |
|
O programa necessita aperfeiçoar alguns aspectos da sua implementação:
|
 |
|
A administração reconhece a importância do Programa para o governo e para a sociedade e apoiar a gerência no desenvolvimento dos trabalhos; |
 |
|
|
Aperfeiçoar o processo de articulação iniciado; |
 |
|
|
Maior integração. Implantar o Sistema de Avaliação de Educação de Jovens e Adultos; |
 |
|
|
Ampliar as parcerias existentes; |
 |
|
|
Implantar o Sistema de Consultas ao público-alvo; e |
 |
|
|
Integrar com os Conselhos de Acompanhamento do Fundef. |
 |
|
|
É ainda de fundamental importância a participação do Gerente nas decisões sobre a criação de novas ações, na extinção de ações existentes e na redefinição de metas físicas e financeiras.
|
 |
|
Deve-se dar continuidade à articulação iniciada com os órgãos governamentais e não-governamentais que executam as ações do programa. Criar um sistema de acompanhamento, que possibilite a sistematização da supervisão e fortaleça a articulação com os coordenadores de ações.
|
 |
|
No desenvolvimento de ações para aumentar o nível de escolarização da população de quinze anos ou mais, que não concluíram o ensino fundamental, o Ministério da Educação conta com a parceria das organizações não-governamentais. De acordo com projetos educacionais encaminhados por essas instituições no ano de 2000, essas organizações atenderam; 78.026 alunos, no ano de 2001 foram beneficiados 94.235 e em 2002, com os projetos aprovados até julho, estavam sendo beneficiados 48.650 alunos.
|
 |
|
São parceiros do Ministério da Educação, na execução das ações do Programa, as secretarias estaduais de educação, as prefeituras municipais e as seguintes organizações não-governamentais: Instituto Brasileiro de Estudos e Apoio Comunitário Queiroz Filho - Ibeac, Associação de Educação Católica do Brasil - AECB, Movimento de Educação de Base - MEB, Associação de Apoio ao Programa Alfabetização Solidária - Aapas, Instituto Agostin Castejon, Rede de Desenvolvimento Humano - Redeh, Grupo Estudos sobre Educação Metodologia de Pesquisa e Ação - Geempa, Instituto Técnico para Educação e Cultura, Pastoral da Criança - CNBB e Conselho Comunitário Educação Cultura Ação Grande São Paulo. O apoio financeiro a essas instituições são transferências voluntárias e ocorrem sob a orientação das normas vigentes.
|
 |
|
No exercício 2002, obteve-se maior disponibilização de informações físicas e financeiras referentes às ações em desenvolvimento. Em 2003, faz-se necessário o fortalecimento do processo de articulação entre coordenadores de ações e equipe gerencial.
|
 |
|
Sobre a capacitação, destaca-se que a equipe gerencial do Programa participou de cursos, seminários e reuniões de estudo visando o bom desempenho gerencial. Foram de fundamental importância os cursos realizados pela Escola Nacional de Administração Pública - ENAP, as orientações de Subsecretaria de Planejamento e Orçamento do Ministério da Educação - SPO/MEC, e o acompanhamento dos monitores do Ministério do Planejamento. Esses eventos possibilitaram uma maior integração com os coordenadores de ações multissetoriais, e uma melhor compreensão da importância das parcerias para o alcance dos objetivos do Programa.
|
 |
|
O reconhecimento da importância do Programa, pela administração, se constitui fator fundamental para o alcance dos objetivos, uma vez que se reveste em fortalecimento gerencial. A criação de ações como o Recomeço - Programa Supletivo, indica apoio institucional que necessita ser ampliado de forma a alcançar todas as ações que compõem o Programa.
|
 |
|
Visando o melhor desempenho do Programa, além do apoio institucional, outras estratégias de implementação serão necessárias, entre as quais, indica-se:
|
 |
|
fortalecimento da equipe gerencial com maior apoio às atividades gerenciais e capacitação dos técnicos; |
 |
|
|
aperfeiçoar o processo de articulação iniciado; |
 |
|
|
implantar o Sistema de Avaliação de Educação de Jovens e Adultos; |
 |
|
|
ampliar as parcerias existentes; |
 |
|
|
implantar o sistema de consultas ao público-alvo; |
 |
|
|
integrar com os Conselhos de Acompanhamento do Fundef, órgão responsável pelo Controle Social do Recomeço - Programa Supletivo; |
 |
|
|
Participação do gerente nas decisões sobre criação de novas ações, definição de metas financeiras e físicas. |
 |
|
|
Algumas ações do Programa, a exemplo do Recomeço - Programa Supletivo, no qual o apoio financeiro efetiva-se por transferência direta e mensal, possibilitou aos parceiros uma execução sistemática e mais ágil.
|
 |
|
O apoio financeiro para as demais ações, ocorre por demanda e com base em critérios pré-estabelecidos. Os parceiros apresentam planos de trabalhos anuais e os recursos são transferidos por meio de convênios. Com exceção das ONG, para demais instituições, por força da Lei Eleitoral, no período de 6/7 a 27/10, foram suspensas as transferências de recursos.
|
 |
|
Em decorrência do modelo de gestão proposto no PPA, os programas multissetoriais proporcionaram parceria com diferentes órgãos do Governo Federal, entre os quais situam-se o Ministério da Justiça, o Gabinete da Segurança Institucional da Presidência da Republica, o Ministério da Saúde, a Fundação Palmares e a Secretaria de Assistência Social.
|
 |
|
A parceria possibilitou uma maior integração entre as esferas de governos e uma maior articulação do setor educacional com outros setores governamentais no âmbito dos governos estaduais e locais. Esta articulação permitiu, na formação continuada de professores, o desenvolvimento de temas transversais como ética e cidadania, saúde, orientação sexual, educação para trânsito. O objetivo é desenvolver uma proposta pedagógica elaborada pelos sistemas de ensino com a participação dos demais segmentos: saúde, segurança, arte e lazer.
|
 |
|
Considerando a natureza do problema, alto índice de analfabetismo na população de quinze anos ou mais, faz-se necessário ampliar as parcerias existentes com as instituições governamentais e não-governamentais e, mais ainda, buscar novos parceiros.
|
 |
|
Quanto ao controle social, no âmbito do Recomeço - Programa Supletivo, o controle social da aplicação dos recursos transferidos aos sistemas estaduais e municipais de ensino, é realizado mediante a atuação dos Conselhos de Acompanhamento do Fundef, responsáveis também pela aprovação das prestações contas.
|
 |
|
No que se refere à atividade Alfabetização Solidária, o acompanhamento da execução é realizada com a participação das universidades parceiras e os resultados registrados em relatórios, que são divulgados aos parceiros e representantes da comunidade.
|
 |
|
Com relação às demais ações do Programa, visando maior controle, por parte da sociedade, sobre a transferência de recursos a estados e municípios, a relação dos beneficiários é divulgada pela mídia.
|
 |
|
O desempenho do Programa, porém, encontra um obstáculo: a falta de combinação da matriz do Programa com a estrutura organizacional vigente.
|
 |
 |
|
|