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O Programa Agricultura de Precisão está sob responsabilidade da Embrapa e tem como objetivo promover a geração e adaptação de conhecimentos e tecnologias para o desenvolvimento sustentável do agronegócio. A contribuição das três ações do Programa para a evolução do índice do indicador proposto Geração Tecnológica difere, por se tratarem de ações de pesquisa em diferentes estágios de execução. De um lado, as ações Desenvolvimento Tecnológico para Automação de Processos na Produção Agropecuária (cod. 4241) e Desenvolvimento de Sistemas de Rastreamento e de Tomada de Decisão para o Agronegócio (cod. 4242) correspondem a novas áreas de pesquisa no País, com pouco conhecimento técnico e baixa infra-estrutura. Assim, tais ações têm demandado um tempo maior para gerar benefícios à sociedade. A execução dessas ações tem se baseado mais na criação de infra-estrutura, de rede de competências técnicas e de resultados para uso dos agricultores, tornando a agricultura brasileira mais competitiva, do que em solicitação de patentes de invenção - PI e em criação de modelos de utilidade - MU de sensores, de equipamentos e de softwares. Na realidade, viabilizam o uso agronômico de equipamento, técnicas e processos para os usuários em geral. Por outro lado, a ação Desenvolvimento de Metodologias Avançadas para o Agronegócio contribuiu de forma decisiva para atingir o indicador proposto, correspondendo a quase 95% da geração tecnológica, através da experiência da Embrapa Instrumentação Agropecuária, em São Carlos - SP.
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Inicialmente, foi proposto o índice 15 a ser alcançado ao final do PPA para o indicador Geração Tecnológica. Esperava-se que a variação do índice do indicador para o exercício de 2002 já alcançasse o valor 15. Entretanto, não se conseguiu atingir o valor programado, tendo-se alcançado o índice 10. A gerência do Programa acredita que a previsão está supervalorizada e que o valor ideal seja 10. É possível que no futuro este índice possa ser melhorado à medida que se amplie a equipe técnica e os programas tenham uma melhor adequação de recursos financeiros e investimento em treinamento, infra-estrutura e equipamentos de pesquisa.
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Até o momento, destacam-se os seguintes resultados:
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desenvolvimento de infra-estrutura para o trabalho com Agricultura de Precisão; |
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estabelecimento de competências técnicas; |
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estabelecimento da Rede Nacional de Pesquisa em Agricultura de Precisão; |
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desenvolvimento de rotinas para gerenciamento econômico do sistema de produção agrícola; |
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implantação do Sistema de Rastreabilidade de Bovinos - Sibov; |
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desenvolvimento de equipamentos e sensores; |
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transferência de tecnologia para uso em empresas e propriedades agrícolas; |
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disponibilização de literatura brasileira com resultados de pesquisa para o público em geral; |
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treinamento formal de pessoal nos níveis de graduação, pós-graduação e pós-doutorado e treinamento informal de curta duração; e |
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Realização de eventos e de treinamentos que promoveram a transferência de resultados gerados.
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O Programa contemplou importantes desenvolvimentos, como metodologias instrumentais avançadas para o agronegócio que levam a bons índices de produtividade e sustentabilidade. Nos projetos e subprojetos desenvolvidos nesse período é importante destacar a participação de 31 centros de pesquisa da Embrapa e outras onze instituições do Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária - SNPA. Os desafios continuam e são grandes. As ações em agricultura de precisão têm promovido soluções para que o agronegócio brasileiro continue a ser modernizado em harmonia com todas as evidências internacionais. Não haverá progresso, desenvolvimento, competitividade, sustentabilidade ambiental, social e econômica de um determinado país sem o avanço da fronteira do conhecimento e sua rápida incorporação tecnológica pelas forças produtivas, sociais e políticas da sociedade em que está inserido. Havendo a liberação organizada de recursos orçamentários e financeiros não existirão problemas quanto a implementação de ações planejadas.
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Este Programa implementa projetos de pesquisa, desenvolvendo métodos, processos e produtos que vêm sendo incorporados ao sistema produtivo no decorrer dos anos. Dessa forma, a avaliação de impacto só será possível na medida em que todos os resultados forem sendo incorporados à agricultura brasileira. De qualquer forma, houve benefício para a sociedade com a disponibilização de um conjunto de técnicas e metodologias de alto nível e que já garantiram um melhor domínio dos problemas relacionados à agropecuária, no enfoque da Agricultura de Precisão.
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Através da participação da Rede de Competência Técnica, formada por diversos organismos, realizaram-se muitos resultados, contemplando-se:
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desenvolvimento de métodos de imagens para analises tomográficas e microscópicas com foco na qualidade de produtos agropecuários. Esses métodos permitem melhorar a competitividade de produtos da fruticultura nacional; |
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desenvolvimento de métodos e técnicas para tomada de decisão com análise de risco agroclimático; |
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desenvolvimento de método para a caracterização da qualidade de matéria orgânica e substâncias húmicas de solos sob diferentes sistemas de manejo, incluindo plantio direto, em conjunto com métodos de ressonância paramagnética eletrônica e fluorescência de luz no espectro visível e ultravioleta; |
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desenvolvimento de um método de calibração para uma sonda espiral para medida da umidade do solo, que também combinada com um penetrômetro de impacto pode medir simultaneamente a resistência do solo e o teor de umidade ao longo do perfil do solo; |
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desenvolvimento de um sistema para controle de qualidade em silos e desenvolvimento de um espectrômetro fototérmico que permite o estudo e determinação de estresse hídrico e análise da qualidade de alimentos; |
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desenvolvimento de um sensor de paladar denominado de "Língua Eletrônica". É uma contribuição inédita, inclusive internacionalmente, com depósito patente pela Embrapa no País e no exterior. Ela permite o desenvolvimento de um sistema de classificação de café. É baseada em sensores construídos com polímeros condutores, em montagem de filmes finos, usando princípios de nanotecnologia. A interpretação e análise dos dados utiliza redes neurais. Na aplicação proposta, busca-se inserir nas análises de padrões de bebidas de café um sistema de padronização, complementando o trabalho do degustador; |
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desenvolvimento de um sistema para aquisição de dados em campo com uso de palmtop e métodos de correção para sistemas de posicionamento global para Agricultura de Precisão; |
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desenvolvimento de padrões internacionais baseados no protocolo de comunicação digital serial Controller Area Network - CAN têm sido elaborados e adotados para aplicações que utilizam eletrônica embarcada em máquinas e implementos agrícolas; |
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desenvolvimento de novos softwares para diagnósticos de sistemas de produção, a partir de base de dados com modelos de previsibilidade de processos, incluindo a redução de perdas e a otimização de custos de produção; |
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desenvolvimento de um método complementar para a análise da qualidade de madeiras brasileiras; |
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desenvolvimento de um método avançado para previsão de zonas de risco em ambiente de agricultura de precisão; |
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definição de normas técnicas para a utilização de transponders junto ao sistema eletrônico de identificação de animais. Estas normas são fundamentais para garantir a qualidade do registro e acompanhamento dos animais no país, em atendimento, principalmente, aos países importadores de carne do país, como é o caso do Mercado Comum Europeu. O trabalho encontra-se em estágio avançado e está sendo executado pela Associação Nacional de Normas Técnicas. |
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Podem ser destacados ainda, alguns fatores resultantes da execução do Programa:
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premiação de projetos: é importante destacar a alta qualidade técnica dos projetos que têm sido desenvolvidos e seus resultados. Houve a premiação de seis projetos desenvolvidos na Embrapa Instrumentação Agropecuária, dois projetos desenvolvidos na Embrapa Solos e um projeto desenvolvido na Embrapa Pecuária Sudeste; |
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patentes: foram requeridas várias patentes, as quais somam um total de dezesseis depósitos de privilégio de invenção; e |
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publicações: Nota-se também a qualidade dos trabalhos científicos que somaram um total de 480 publicações, sendo quase uma centena em revistas indexadas; |
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Para 2003, as principais realizações esperadas estão listadas a seguir:
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como Agricultura de Precisão é nova no país, várias equipes priorizaram os seus trabalhos para melhor conhecer esta ferramenta e desenvolver metodologias a serem implantadas nessa segunda etapa do processo, que é o de transferência de tecnologia para aplicação em áreas de produção. Isso demanda a formação/capacitação de recursos humanos, principalmente no que se refere ao pessoal qualificado e treinado para o uso de tecnologias de agropecuária de precisão. A proposta contempla a incorporação de diferentes modalidades de estagiários, bolsistas, de média e longa duração, tanto a nível nacional como internacional, na participação e execução de atividades de Pesquisa e Desenvolvimento - P&D; |
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promover a Agricultura de Precisão como forma de gerenciamento da variabilidade espaço-temporal dos sistemas de produção visando: diminuir as vulnerabilidades; aumentar a competitividade dos produtos agrícolas nacionais; assegurar respostas com bases científicas às questões ambientais; e contribuir para o aumento da qualificação técnica e da oferta de empregos na cadeia produtiva do agronegócio. |
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implantação do sistema de gerenciamento econômico ambiental em propriedades agrícolas da Região Centro-Oeste, a partir da disponibilização do aplicativo para os agricultores, do treinamento sobre o seu uso, do monitoramento da utilização do aplicativo, e da verificação do nível de dificuldade de utilização. |
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O advento da agricultura de precisão, com a incorporação de tecnologias avançadas no campo, vem provocando uma nova revolução nos processos, sistemas e métodos do manejo agrícola, trazendo principalmente novas soluções para as questões do aumento da produtividade em conjunto com a redução do impacto ambiental. O manejo, via um melhor conhecimento das variáveis agrícolas, é a solução utilizada na agricultura de precisão. Esse conhecimento decorre de mapas obtidos a partir do sensoriamento, em muitos casos, em tempo real e remotamente sobre variações espaciais e temporais de crescimentos de plantas e suas produções. Assim, obtêm-se dados sobre matéria orgânica, relevo, disponibilidade de água, distribuição de macro e micro nutrientes, variações edafo-ambientais, entre outras. Dessa forma, o manejo de sítio específico e a tomada de decisão pode ser feita a partir de uma base correta de informações. O uso da agricultura de precisão vem se tornando cada vez mais freqüente em países, como Estados Unidos e Japão, onde os governos vêm enfatizando a pesquisa e o desenvolvimento nesta área como uma estratégia nacional (NRC, 1997; Japanese Government, 1998). Na Europa vários países têm publicado seus resultados de aumento de produtividade com o uso da agricultura de precisão (Blackmore, 1994; Larscheid, 1996; Larscheid, 1997). Assim, o Governo brasileiro deve priorizar ações que garantam ao País desenvolver sua agricultura fundamentada nos avanços tecnológicos atuais, de forma a garantir seu nicho frente ao cenário de um mundo cada vez mais globalizado.
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As mesmas justificativas e considerações avaliadas para o PPA em curso continuam válidas. Não há dimensão temporal para mudar significativamente o cenário já analisado. As premissas continuam pertinentes em relação à concepção do Programa.
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Em relação à estratégia de implementação do Programa, de uma maneira geral, as práticas atuais têm sido adequadas para o atingimento dos resultados. A grande contribuição para a obtenção dos principais resultados do Programa foi proveniente da integração de competência, nas diferentes áreas que compunham as tecnologias de agricultura de precisão, tanto do setor público (universidades estaduais e federais, centros de pesquisa, agentes de extensão etc.), como da iniciativa privada (indústrias de máquinas agrícolas, universidades particulares e cooperativas de produtores rurais, empresários do setor etc.). Além disso, a atuação efetiva do gerente de Programa em sintonia com os líderes de projetos e coordenadores de ações foram decisivas para o cumprimento das metas.
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No planejamento de execução de atividades, a não liberação de recursos financeiros previstos no cronograma, no tempo adequado, comprometeu o atingimento de metas propostas inicialmente de índice quinze, limitando o escopo inicial do Programa. Esta situação é mais crítica na área de pesquisa agropecuária, pois a margem de flexibilização para execução das diversas práticas agrícolas é limitada. Por isso, é essencial o cumprimento do plano de desembolso de recursos financeiros, conforme o plano de execução física para atingimento das metas no tempo programado. Em 2002, o fluxo de recursos sofreu descontinuidade, mas não prejudicou decisivamente a execução do Programa. Apesar das dificuldades, a Embrapa conseguiu manter a execução das metas propostas no Programa. Em parte, a execução foi possível devido à participação da iniciativa privada e de investimentos anteriores.
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Em 2002, no que se refere ao contingenciamento, restrições interferiram no desempenho da ação Desenvolvimento Tecnológico para Automação de Processos na Produção Agropecuária (cód. 4241) como, por exemplo, o problema de acompanhamento de propriedades com Agricultura de Precisão. No início do Programa, foram previstas três propriedades na Região Centro-Oeste para o acompanhamento do trabalho de Gerenciamento do Sistema de Produção. Com os cortes orçamentários, reduziu-se para uma propriedade e com um volume de informações bem menor que o esperado para melhorar a avaliação metodológica. Apesar dos problemas, conseguiu-se desenvolver e testar a parte metodológica com os dados da Embrapa Milho e Sorgo (área experimental) e os dados da Fazenda Recanto, em Sidrolândia MS, mas para a questão estratégica do Programa, perdeu-se muito tempo para transferência de tecnologia.
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Em 2002, com o atraso na liberação dos recursos, as ações propostas precisaram ser reavaliadas para não haver descontinuidade. Não é possível planejar uma atividade sem a segurança de se ter o dinheiro para executar a meta proposta. Havendo atrasos na liberação do orçamento, dependendo da atividade, é possível recuperar o tempo perdido, mas em alguns casos, como na agricultura, perde-se o trabalho naquela safra, devendo-se aguardar a safra seguinte.
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No âmbito tecnológico, os recursos mais avançados da eletrônica e da computação, como os sistemas de posicionamento global - GPS, os sistemas de informação geográfica - SIG, o sensoriamento remoto, os sistemas de controle e aquisição de dados, os sensores e atuadores, entre outros, estão cada vez mais presentes nas áreas de produção agrícola. Busca-se com esse Programa a otimização do uso de insumos agrícolas com base em tecnologia de agricultura de precisão, para que se tenha máximo retorno econômico e benefícios ambientais. Além disso, estão sendo viabilizadas técnicas de agricultura de precisão para o gerenciamento econômico de sistemas de produção agrícola, visando à melhoria de produtividade, para as culturas de milho e de soja. Além disso, foram desenvolvidos mapas georreferenciados de caracterização da área de produção, tais como altimetria, textura, matéria orgânica, fertilidade do solo, incidência de pragas, doenças e plantas daninhas e produtividade. Mapas de produtividade de grãos do milho e da soja estão sendo obtidos com sistemas de monitoramento automático de produtividade, composto de um sistema de posicionamento global via satélite - DGPS, de sensores medidores de velocidade de trabalho das colhedoras, de produtividade e de umidade de grãos. Além disso, uma estrutura adequada de transmissão de dados à distância está sendo desenvolvida para facilitar a coleta de dados em áreas remotas, sendo montado em um "laboratório móvel", versátil e compacto, para automação e controle da aquisição de dados e informações de sistemas de produção. Dessa forma, os sistemas de manejo tradicionais, com o ineficiente tratamento de variabilidade dos fatores que afetam os sistemas de produção agrícola (fertilidade, umidade do solo, controle fitossanitário etc.), pela média das áreas cultivadas, estão sendo substituídos por sistemas de manejo localizado, aplicando técnicas de agricultura de precisão, inserindo estratégias econômicas e ecologicamente mais eficientes, assegurando competitividade e sustentabilidade ao agronegócio brasileiro.
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Um obstáculo à nova tecnologia disponibilizada para os agricultores pelas empresas internacionais foi a falta de pessoal treinado, nos diferentes segmentos. A tecnologia da agricultura de precisão teve um ciclo de vinte anos, até o seu lançamento no mercado mundial. Neste período, os países que desenvolveram esta tecnologia tiveram tempo suficiente para treinamento de profissionais em diferentes áreas, como informática, automação, sistemas de informação geográfica etc nos diferentes níveis de ensino, pesquisa, indústria, extensão rural e de uso, no caso de agricultores. No Brasil, a tecnologia foi disponibilizada para a agricultura a partir de 1997, sem o devido preparo dos diferentes segmentos citados. Sendo assim, estão sendo desenvolvidas atividades de pesquisa para adequar metodologia, desenvolver sistemas e acompanhar este tema e, ao mesmo tempo, aproveitando os conhecimentos gerados para treinamento de profissionais. No momento, não há profissionais suficientes para atender ao mercado brasileiro.
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Em razão da extensão territorial brasileira, não se dispõe de recursos humanos suficientes para atender a todas as regiões. Além disso, não há profissionais com treinamento necessário para o trabalho de assistência técnica e extensão rural. A velocidade de geração de tecnologia é maior do que a de geração de informação para dar suporte ao uso na agricultura. Portanto, há necessidade urgente de aumentar a capacidade de treinamento de profissionais para atender às demandas que novas áreas, como a agricultura de precisão, estão requerendo. Neste sentido, as universidades, centros de pesquisa e serviços de extensão rural precisam articular um programa intenso de treinamento dos diferentes níveis, integrado com a iniciativa privada, para facilitar acesso aos novos conhecimentos e tecnologias que estão sendo disponibilizados no mercado.
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O processo de capacitação ocorreu apenas para gerentes e coordenadores técnicos do PPA, não se estendendo para os pesquisadores e gestores das unidades da Embrapa, em termos da organização, propostas, objetivos, metas e gerenciamento do PPA. Isso causou dificuldades para a gerência, que tinha ações de coordenação com critérios distintos para o PPA e para a Embrapa. A melhor forma de corrigir este problema ou distorção seria a unificação do sistema de planejamento, a partir de discussões entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA e Embrapa.
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Além disso, em 2002 houve limitação de recursos financeiros para atender a todas as equipes nos projetos de pesquisa. A solução implantada foi a estruturação de uma Rede de Competência Técnica, com a participação da iniciativa privada, universidades, centros de pesquisa estaduais, cooperativas, fundações, redes de extensão rural e agricultores em um projeto integrado. Após três anos de atividades, foi possível disponibilizar produtos e serviços, viabilizando esta tecnologia de forma mais eficiente e facilitando o seu uso na agricultura brasileira.
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Houve uma efetiva participação dos parceiros no desenvolvimento de projetos. Na sua maioria os projetos que têm sido desenvolvidos visam à organização de equipes multiinstitucionais. Logo este tem sido um dos pontos fortes que apontam o sucesso do modelo. Entretanto, a impossibilidade de repasse de recursos financeiros para parceiros, como é o caso de universidades, centros de pesquisa estaduais, cooperativas, entre outros, comprometerão futuras parcerias.
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Pode-se citar como parceiros: ARS/USDA-Lincoln-Nebraska, Nebraska University, Purdue University, Fundação ABC, Unicamp/Feagri, Uniderp, UFMS, UFMT, tendo como vantagens as competências técnicas e a formação de recursos humanos nos programas de graduação, pós-graduação e pós-doutoramento. As principais parcerias e suas vantagens/desvantagens encontram-se no quadro a seguir:
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| PARCERIAS |
VANTAGENS/DESVANTAGENS |
AGCO
do Brasil
Universidade Federal de Viçosa / Departamento de Engenharia
Agrícola
Unidades da Embrapa |
Disponibilização
de equipamentos para atividades do projeto / dependências
Integração de competências / competição
pelas mesmas fontes de recursos financeiros
Integração de competências e complementaridade
de facilidades na execução de pesquisas / competição
institucional. |
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Outras possíveis parcerias são: o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE, na área de sensoriamento remoto aplicado a agricultura; Instituto Agronômico do Paraná - Iapar, na área de agroclimatologia e IBGE/ENCE, com sistema de gerenciamento e tomada de decisão. O estabelecimento dessas parcerias depende de aprovação de projetos que viabilizem recursos financeiros para as diferentes atividades propostas.
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No Programa, o público-alvo, ou seja, produtores rurais, agroindústrias, cooperativas e entidades de pesquisa e transferência de tecnologia, participa de duas maneiras: na execução do Programa, em unidades pilotos de desenvolvimento e ajustes de metodologias e como usuário das tecnologias geradas. Além disso, a própria programação de metas a serem desenvolvidas leva em consideração o plano diretor das instituições envolvidas no agronegócio brasileiro, no âmbito da agricultura de precisão.
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Como todas as atividades foram desenvolvidas a partir de demandas do público-alvo, os resultados estão agora sendo transferidos em forma de produtos, metodologias e processos, facilitando a utilização em todos os níveis. Desta forma, por se tratar de um Programa em execução com estreita colaboração do usuário, tem-se conseguido um excelente grau de satisfação do usuário/beneficiário. Isto pode ser comprovado na divulgação dos relatórios e na gestão dos dirigentes das unidades onde se desenvolvem os trabalhos. Avaliando a implementação do Programa no exercício de 2002, os seguintes aspectos podem ser destacados:
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recursos materiais insuficientes: na ação Desenvolvimento Tecnológico para Automação de Processos na Produção Agropecuária (cód. 4241) estava previsto realizar mais um ano de safra de milho, na área experimental de 38 hectares, da Embrapa Milho e Sorgo. Pretendia-se completar os ciclos previstos de mapas de produtividade de milho, com a finalidade de determinação do padrão de produção de milho, na área. Para tanto, o recurso de R$ 38 mil destinado a compra de semente, de adubo, de herbicida, de inseticida, de óleo diesel etc. não era disponível na unidade e a área ficou sem o plantio, prejudicando a última análise de mapas georreferenciados; |
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infra-estrutura inadequada: com recursos externos do Programa de Modernização Tecnológica da Agropecuária da Região Centro-Sul do Brasil - Promoagro foi construído o Laboratório de Automação Agropecuária, em 1997, na Embrapa Milho e Sorgo. Com recursos do Projeto de Apoio ao Desenvolvimento de Tecnologia Agropecuária para o Brasil - Prodetab 030-01/99 (2000-2003) foi possível comprar os equipamentos básicos para iniciar os projetos propostos. Entretanto, para algumas atividades, como o caso do sensoriamento remoto, houve limitações na obtenção de um cronograma adequado e os trabalhos foram realizados com equipamentos emprestados de outros projetos da unidade e de universidades parceiras no projeto, quando disponíveis; |
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necessidade de investimentos adequados, tanto na parte de infra-estrutura, como recursos materiais: os investimentos são necessários para que a pesquisa possa desenvolver adequadamente os seus trabalhos e apoiar o setor agrícola usuário desta tecnologia. Os recursos de investimentos são muito pequenos e a velocidade de respostas dos pesquisadores ficam na dependência da disponibilidade de infra-estrutura necessária para os trabalhos. Na maioria dos centros de pesquisa, tem-se recursos humanos treinados para condução de pesquisas de alto nível, mas não há condições adequadas de trabalho; |
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as conseqüências de alterações incluídas pela lei orçamentária de 2002: as alterações não apresentaram nenhum impacto no Programa; e |
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compatibilidade da Embrapa com o modelo de gestão por programas: as ações são realizados diretamente pela unidade da Embrapa. A Embrapa já vem trabalhando neste modelo de gestão de programas há algum tempo. Por isso, a estrutura está adequada e compatível com o MAPA, faltando apenas integrar as ações de planejamento e relatórios, pois cada instituição tem o seu sistema e, em alguns casos, o relatório é elaborado duas vezes para o mesmo Programa. |
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