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Os resultados obtidos pelo Programa atingiram as metas estabelecidas para o período. Deve ser destacado, no entanto, que uma parcela dos resultados obtidos no desenvolvimento das ações de combate ao desperdício de energia elétrica e promoção ao seu uso eficiente foram alavancadas durante o período de restrição ao consumo de energia ocorrido em 2001 e 2002.
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Os resultados alcançados pelo Programa podem ser observados tanto em termos da energia elétrica economizada anualmente, contabilizada em termos GWh/ano, bem como nos benefícios proporcionados à sociedade na oferta de produtos eficientes, premiados com o Selo Procel de Economia de Energia e o Selo Procel Inmetro de Desempenho, destinado a produtos da área de iluminação e motores elétricos de uso industrial. A ampliação desse conjunto de equipamentos teve papel essencial no enfrentamento da crise no abastecimento de energia, fornecendo aos consumidores a orientação adequada na escolha de equipamentos eficientes, possibilitando a redução do consumo de energia nos diversos setores da sociedade.
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O atingimento das metas propostas para o Programa entre 2000 e 2002 é altamente provável, tendo em vista os resultado já alcançados até o momento. Para o ano de 2003, considerando as mudanças de hábitos adquiridas durante a crise no abastecimento de energia, bem como a maior penetração no mercado de equipamentos energeticamente mais eficientes, podemos considerar que as metas propostas para o período deverão ser plenamente atingidas.
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Deve ser destacado, entretanto, que as ações desenvolvidas pelo Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica - Procel são executadas, principalmente, com recursos próprios da Eletrobrás, da Reserva Global de Reversão - RGR, do acordo estabelecido com o Banco Mundial para a implantação do Projeto de Eficiência Energética - PEE, e outros projetos desenvolvidos em parceria com as concessionárias de energia. Desta forma, as medidas de contingenciamento orçamentário definidas para as entidades da administração pública direta não foram traduzidas em prejuízos significativos no desenvolvimento do Programa, à exceção das ações coordenadas diretamente pelo Ministério de Minas e Energia.
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O crescimento da demanda de energia nos últimos vinte anos tem sido compensado pelo Governo Federal com a construção de novas usinas e estruturas para transmissão e distribuição de energia. Entretanto, parte desse esforço, por parte do Governo, poderia ser deslocado temporalmente, com o uso eficiente da energia elétrica. Após o racionamento de energia a população foi sensibilizada para a dimensão do problema e passou a incorporar novos hábitos no uso da energia, que devem ser valorizados na próxima fase do Programa.
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Hoje o uso eficiente da energia está profundamente associado ao uso responsável dos recursos naturais, além da segurança no abastecimento da sociedade e suas necessidades ao desenvolvimento. Isso indica, portanto, uma necessidade de adequação do objetivo do Programa com o problema a ser enfrentado por ele.
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Essa mesma linha, poderia haver uma melhor regionalização das ações do programa. Dessa forma, as regiões mais afetadas pelo racionamento de energia teriam um tratamento diferenciado no encaminhamento da questão.
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Na área de capacitação, foram desenvolvidos diversos instrumentos e ferramentas técnicas que buscaram apoiar profissionais da área de eficiência energética. Nesse contexto, foi publicado, em parceria com a EFEI, o livro Eficiência Energética e desenvolvido o software Mark IV Plus, para realização de diagnósticos energéticos.
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Porém, para que haja um correto enfrentamento do problema, deve ser ampliada e capacitada a equipe responsável pela implantação do Programa.
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A principal estratégia para o sucesso do Programa está na procura e no estabelecimento de parcerias com os diversos agentes da sociedade de forma a consolidar a cultura de combate às mais diversas formas de desperdício, e em especial ao desperdício de energia elétrica.
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Ainda a respeito da estratégia do Programa, o uso eficiente da energia deve ser tratado como um tema mais abrangente, não devendo, portanto, ficar restrito a ações isoladas nas áreas de energia elétrica, na área de combustíveis fósseis e energias alternativas. Devem ser desenhados mecanismos que articulem tais esforços, de maneira que a questão energética possa ser enfocada de maneira integrada.
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As restrições financeiras foram equacionadas de forma a minimizar seus impactos sobre as realizações do Programa durante o período 2000-2003. A capacitação da equipe gerencial se mostrou adequada às necessidades enfrentadas pelo Programa.
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O Programa é apoiado por ações do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - Inmetro, ligado ao Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, e tem recebido todo o suporte necessário na área de etiquetagem de eletrodomésticos e equipamentos energeticamente eficientes.
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O estabelecimento de parcerias com órgãos da administração pública, associações representativas de classes e demais entidades representativas do setor produtivo tem sido reconhecidamente o maior alavancador das ações desenvolvidas pelo Procel e pela sociedade.
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O estabelecimento de parcerias na área de eletrificação rural deve ser considerado como vantajoso para ambos os programas, ou seja, o Programa Luz no Campo e o próprio Procel.
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Para concessão anual do Selo Procel, diversas entidades participam da Comissão de Concessão do Selo. Entre elas, além de entidades representativas de fabricantes, faz parte da comissão Instituto de Defesa do Consumidor - IDEC.
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A partir da consolidação dos hábitos de consumo advindos com o racionamento de energia, o Procel passou a desenvolver um sistema de consulta de satisfação da sociedade. Esse mecanismo deverá ser incorporado, por meio de pesquisa específica, a partir de 2003.
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