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Trata-se de programa finalístico, cujo objetivo é ampliar a antecedência e a confiabilidade das previsões de tempo e clima, tendo como finalidade dar suporte técnico à tomada de decisões de instituições do Governo, da iniciativa privada e do terceiro setor, visando a proteção da sociedade, do meio ambiente e dos setores produtivos.
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O Programa apresenta quatro indicadores: "Previsão numérica de tempo global - Resolução espacial da previsão"; "Previsão numérica de tempo regional - Resolução espacial da previsão"; "Taxa de acerto da previsão da tendência climática sazonal - região Amazônica, norte do Nordeste e Sul"; e "Taxa de acerto da previsão da tendência climática sazonal - Região Sudeste, sul do Nordeste e sul do Centro-Oeste".
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Em 2002, as resoluções espaciais da previsão numérica de tempo global e tempo regional foram de 60 km e 15 km, respectivamente, atingindo antecipadamente as metas propostas. Da mesma forma, as taxas de acerto na previsão da tendência climática sazonal para a região Amazônica, norte do Nordeste e Sul já atingiram a meta inicialmente proposta de 80%. Por outro lado, a taxa de 60% de acerto na previsão da tendência climática sazonal para a região sul do Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste deverá ser atingida até o final de 2003, conforme previsto.
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Em 2000, a gerência do Programa propôs a inclusão no PPA de um indicador hidrológico, tendo em vista que os quatro indicadores existentes até então somente se referiam aos temas tempo e clima, não contemplando o tema hidrologia. Esta solicitação foi atendida em 2001 e, como conseqüência, o Programa Climatologia, Meteorologia e Hidrologia - PMCH passou a ter cinco indicadores. O presente comentário refere-se à ausência deste indicador hidrológico para 2002. Diante deste fato, e registre-se o desconhecimento das razões desta ausência pela gerência do Programa, não foi possível avaliar a sua variação.
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Dentre as principais realizações do Programa, podemos destacar como resultados relevantes obtidos por meio das Ações que compõem o Programa Climatologia, Meteorologia e Hidrologia, no período de 2000-2002:
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- Realizações correspondentes à ação Implantação da Agência de Meteorologia e Clima - AMC: foi elaborada minuta do Projeto de Lei para a criação da Agência de Meteorologia e Clima - AMC, com a finalidade de propor a política para o setor e, como decorrência, o avanço na sua organização. O texto encontra-se em processo de avaliação na Casa Civil da Presidência da República.
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- Realizações correspondentes à ação Implantação e Modernização de Centros Estaduais de Monitoramento de Tempo, Clima e Recursos Hídricos - PMTCRH: foi iniciada a retomada do processo de implantação de novos Centros Estaduais de Meteorologia e Hidrologia, bem como a modernização tecnológica na área de informática dos dezoito Centros Estaduais já existentes e de quatro em fase de implantação, distribuindo equipamentos de informática e proporcionando as condições necessárias para a implantação dos Bancos de Dados nos respectivos Centros; foi iniciado o processo de modernização e expansão da rede hidrometeorológica do Estado do Maranhão, com a instalação de quatro Plataformas Automáticas de Coletas de Dados - PCD; apoiou-se a participação dos Centros Estaduais no Congresso Brasileiro de Meteorologia, ocorrido em 2002, adquirindo três estandes destinados à exposição de produtos oriundos dos Centros; foi dada continuidade ao processo de transferência de ciência e tecnologia para os Estados, por meio de financiamento de bolsas de pesquisa e desenvolvimento nas áreas fins do Programa e na área de informática, visando a solução de problemas locais, tendo sido destinadas dez bolsas para a Coordenação Técnica do PMTCRH no Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos - CPTEC e quatro para o Sistema de Meteorologia do Estado do Rio de Janeiro - SIMERJ; o Programa de Monitoramento Climático em Tempo Real na Região Nordeste - Proclima, como resultado do PMTCRH, forneceu apoio técnico na execução do levantamento das ações emergenciais contra as secas no Nordeste, na estação chuvosa de 2000-2001 e forneceu os recursos necessários à participação de técnicos do CPTEC em dez reuniões climáticas nos estados apoiados pelo Programa. Vale ressaltar que os produtos resultantes do Proclima são de significativa importância como suporte técnico às ações emergenciais, visto que amplas áreas do semi-árido continuam em condições de forte deficiência hídrica.
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Realizações correspondentes à ação Desenvolvimento de Pesquisas sobre o Clima e os Ciclos Biogeoquímicos dos Ecossistemas Amazônicos - LBA: deve ser evidenciado o total de estudos que compõem a ação LBA, que já chega a mais de cem, distribuídos nos seus vários temas científicos e em vários sítios experimentais. O período de abrangência da ação é de seis anos (1998-2004) e vem apresentando resultados científicos expressivos ao aumentar substancialmente o conhecimento sobre os ecossistemas amazônicos e como seu funcionamento é alterado devido às mudanças dos usos da terra. Além disso, a LBA tem servido ao propósito de treinar e formar uma nova geração de pesquisadores amazônicos preparados para lidar com questões de desenvolvimento sustentável e meio ambiente amazônico. Esta atividade envolve mais de noventa instituições brasileiras e várias outras instituições dos demais países amazônicos, bem como EUA e oito países europeus, sendo considerado o maior programa científico ambiental ocorrendo em escala mundial. |
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Realizações correspondentes à ação Apoio à Modernização dos Sistemas de Meteorologia e Hidrologia: foi dada continuidade ao processo de assinatura do contrato com a NEC e JBIC, instituições japonesas, possibilitando a aquisição, instalação e início de funcionamento, no CPTEC, do primeiro lote dos equipamentos do sistema de supercomputação, que irá proporcionar avanços significativos na melhoria da qualidade da previsão de tempo, estudos para estabelecer cenários de mudanças climáticas e extensão dos cálculos de estimativas diárias de água no solo e operação da previsão de poluição atmosférica, resultante de queimadas. Entretanto, a falta de pagamento da segunda parcela referente à aquisição do sistema inviabiliza o recebimento do segundo lote de equipamentos, lote este que é imprescindível ao funcionamento do sistema de supercomputação como um todo. |
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Realizações correspondentes à ação Capacitação de Recursos Humanos em Pesquisa e Desenvolvimento para o Setor de Recursos Hídricos - CT-Hidro: foi criada a ação Capacitação de Recursos Humanos em Pesquisa e Desenvolvimento para o Setor de Recursos Hídricos - CT-Hidro, cujos resultados no exercício consistiram de 456 pesquisadores com acesso a bolsas de desenvolvimento tecnológico ou bolsas para mestrado e doutorado na área de recursos hídricos. Essa ação viabiliza-se com a utilização de recursos provenientes do Fundo Setorial de Recursos Hídricos - CT-Hidro. |
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Realizações correspondentes à ação Fomento à Pesquisa e à Inovação Tecnológica para o Setor de Recursos Hídricos - CT-Hidro: foi criada a ação Fomento à Pesquisa e à Inovação Tecnológica para o Setor de Recursos Hídricos - CT-Hidro, cujo resultado no exercício consistiu na contratação de 37 projetos de desenvolvimento tecnológico com foco nos recursos hídricos. Essa ação viabiliza-se com a utilização de recursos provenientes do Fundo Setorial de Recursos Hídricos - CT-Hidro. |
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Realizações correspondentes à ação Pesquisa, Desenvolvimento e Operações em Previsão de Tempo e Estudos Climáticos - CPTEC: destaca-se em 2002 a introdução de novos métodos de previsão numérica de tempo no CPTEC/INPE, as chamadas "previsões probabilísticas", com aumento da confiabilidade das previsões. Ainda no mesmo exercício, o CPTEC inaugurou seu novo sistema de supercomputação, considerado o mais poderoso sistema instalado na América Latina. Os sistemas existentes no CPTEC, de previsão numérica de tempo e clima, foram implementados no novo supercomputador. Já neste início de 2003 estes sistemas de previsão meteorológica estão operando rotineiramente. Além da melhora substantiva na previsão meteorológica do Brasil, este novo equipamento irá permitir a inserção do país no seleto grupo de menos de dez países do planeta com supercomputação de altíssimo desempenho. |
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Realizações correspondentes às ações Sistema de Informações Hidrológicas e Hidroenergéticas para Geração de Energia Elétrica; Operação e Manutenção da Rede Hidrométrica; e Consistência de Dados Hidrometeorológicos: foi criada uma comissão de transição da administração da rede e do Sistema de Informações Hidrometeorológicas; foi assinado um Acordo de Cooperação Técnica entre a Agência Nacional de Águas - ANA e a Agência Nacional de Energia Elétrica - Aneel para troca de informações hidrológicas e manutenção do Sistema de Informação; foi assinado um Convênio de Cooperação Técnica entre a ANA e a União, por meio da Secretaria de Energia do Ministério das Minas e Energia - MME, visando ao repasse de recursos financeiros oriundos da Compensação Financeira e Royalties sobre geração de energia elétrica, do MME para a ANA, para operação e manutenção da Rede Hidrometeorológica Básica. Nesse período teve início a implantação das Plataformas de Coleta de Dados - PCD e sensores de chuva e nível de rios na Amazônia, por meio de um acordo do Sistema de Vigilância da Amazônia - Sivam, inicialmente com a Aneel e posteriormente com a ANA, para a transmissão de dados via satélites brasileiros. Os resultados alcançados com a operação do Sistema de Informações Hidrológicas foram satisfatórios. |
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Realizações correspondentes às ações Operação dos Serviços Meteorológicos; Produção e Divulgação de Informações Meteorológicas e Climatológicas; Implantação de Laboratórios de Precisão; Implantação de Oficinas de Manutenção; Implantação de Rede de Telecomunicações de Dados Meteorológicos; e Implantação de Estações Automáticas de Coleta de Dados Meteorológicos: o uso das Estações Automáticas de Coleta de Dados e do moderno sistema de comunicações adquiridos no período permitiu o monitoramento em tempo real das condições de tempo, o que se refletiu positivamente nas previsões, com conseqüente aumento de freqüência e melhoria na qualidade dos dados observados. A obtenção dos resultados apresentados foi possível em função de iniciativas adotadas visando à concentração de esforços para a integração entre as diversas ações que compõem o Programa. |
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No que tange aos resultados esperados para o ano de 2003, eles se referem especificamente a duas ações, quais sejam:
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Ação Implantação da Agência de Meteorologia e Clima: instituição do Sistema Brasileiro de Meteorologia e Climatologia e criação da Agência de Meteorologia e Clima - AMC, com a finalidade de propor a política para o setor e o avanço na implantação do novo arranjo institucional. |
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Ação Implantação e Modernização de Centros Estaduais de Monitoramento de Tempo, Clima e Recursos Hídricos - PMTCRH: consolidação dos dezoito centros estaduais já existentes e implantação dos quatro novos centros. |
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O Programa Climatologia, Meteorologia e Hidrologia (PCMH) se
originou da junção de ações e iniciativas diversas do Governo
Federal nas áreas de meteorologia, clima e recursos hidrológicos.
Essas ações e iniciativas, por sua vez, atendem à demanda crescente
por informações meteorológicas precisas, com base científica,
cada vez mais relevantes para a adoção, em tempo hábil, de medidas
que possam evitar ou minimizar os efeitos de eventos críticos
sobre o meio ambiente, a economia e a sociedade. Adicionalmente
novos setores, tais como o de turismo e o de esportes, têm aumentado
a demanda por previsões meteorológicas, reforçando a relevância
do PCMH.
Com relação aos aspectos do programa a serem melhorados, tem-se:
É necessária a criação de uma ação específica para
o Projeto Pirata, visto que até o momento o Pirata não conta
com recursos previstos no orçamento da União, o que representa
um sério comprometimento para a participação brasileira no Projeto
durante sua fase de consolidação. O Projeto representa uma iniciativa
tripartite envolvendo instituições brasileiras (INPE e DHN),
francesas (IRD e Meteo-France) e americanas (NOAA/OGP, NOAA/PMEL).
Durante a fase de consolidação do projeto Pirata, abrangendo
o período de 2001 a 2006, pretende-se manter a configuração
de bóias ancoradas, de estações meteorológicas e maregráficas
em ilhas no Atlântico Tropical desenhada para a fase piloto,
além de incluir a extensão sudoeste da rede, que beneficiará
diretamente os estudos e atividades operacionais de previsão
climática especialmente sobre o Nordeste do Brasil. A fase de
consolidação também inclui um programa de treinamento e desenvolvimento
tecnológico com o objetivo de capacitar o Brasil no domínio
do ciclo completo de tecnologia de transmissão, recepção, decodificação,
armazenagem, recuperação de dados meteorológicos e oceânicos
por meio de sistemas fundeados e derivantes. O Projeto Pirata
é considerado de fundamental importância para a melhoria das
previsões de tempo e clima para o Brasil, como catalisador de
desenvolvimento e capacitação tecnológica de aquisição de dados
oceânicos no Atlântico e a consolidação da liderança Brasileira
no monitoramento meteorológico e oceânico do Oceano Atlântico
Tropical e Sul.
Também destaca-se o Proclima – Programa de Monitoramento Climático
em tempo real na Região Nordeste, que permite a elaboração do
zoneamento e avaliação da situação climática em tempo real na
região de atuação da Adene (ex Sudene). O Proclima é de significativa
importância como suporte técnico, servindo de subsídio para
tomada de decisão nas ações emergenciais naquela área. Por meio
do Proclima, são tomadas decisões que permitem avaliar a extensão
e gravidade da seca em períodos específicos. O Proclima elabora
cenários futuros de evolução da seca baseando-se nos resultados
de modelos de previsão climática, que permitem a antecipação
de ações – elemento de fundamental importância na gestão de
calamidades.
No que se refere a articulação com outros Ministérios, deverá
ser intensificada a inter-relação entre o Gerente do Programa
e os Coordenadores das Ações – localizados em outros Ministérios,
por meio de reuniões sistemáticas e visitas técnicas às respectivas
instituições.
Por fim, com relação ao aperfeiçoamento dos mecanismos de supervisão,
articulação e coordenação, as constantes alterações nos quadros
de Gerência e nas equipes em todas as instâncias do Programa
provocam a descontinuidade nas relações de supervisão, articulação
e coordenação. Cabe notar que o Programa sofreu três mudanças
na sua gestão interna entre 2000 e 2002. A última mudança, ocorrida
em meados de 2002, veio ao encontro das necessidades anteriormente
identificadas na gerência do Programa. A associação desta com
a Coordenação-Geral de Meteorologia do MCT proporcionou o fortalecimento
das atividades diretamente relacionadas à função gerencial.
Os problemas apresentados nas avaliações anteriores têm sido
minimizados em função desse novo arranjo. A Coordenação-Geral
de Meteorologia já se encontra instalada em espaço físico próprio
e há um processo gradativo de montagem da equipe de trabalho.
A alteração ocorrida neste exercício, de associação entre as
funções de Coordenação-Geral de Meteorologia e gerência do Programa
de Climatologia, Meteorologia e Hidrologia, possibilitou a intensificação
das relações no âmbito do PCMH, através de constantes visitas
técnicas aos Estados de Alagoas, Ceará, Espírito Santo, Maranhão,
Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí,
Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Rondônia
e Sergipe, com o intuito de fortalecer a parceria, e ainda promover
a institucionalização dos Centros Estaduais existentes, propondo
sua inserção dentro das estruturas dos respectivos governos.
Além disso, propiciará também o adequado relacionamento entre
o gerente e os coordenadores das ações, relação esta pouco intensa
até então.
Relevante observar, na estratégia de implementação, que o redirecionamento
das atenções para os Fundos Setoriais, para obtenção de recursos
visando a suprir algumas das deficiências ocasionadas pelas
restrições de execução financeira, possibilitou a descoberta
de novas oportunidades de financiamento das necessidades do
Programa. |
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O PCMH, no aspecto geral, sofreu impactos significativos
em seus resultados planejados, devido ao distanciamento do
que estava inicialmente previsto no orçamento e o que
foi realmente liberado. Em relação ao previsto
para 2003, o problema persiste, no que diz respeito à
modernização e expansão das redes observacionais,
provocando o alongamento do prazo da execução.
Visando minimizar os efeitos negativos das restrições
orçamentária e financeira, o PCMH intensificou
esforços para a captação de recursos
através dos Fundos Setoriais de Energia e de Recursos
Hídricos.
As dificuldades de natureza financeira afetaram particularmente
as seguintes ações:
a) A ação Meteorologia Aeroespacial desempenha
um papel importante no cenário atual das atividades
meteorológicas realizadas no Brasil e enquadra-se perfeitamente
no Programa. Apesar disso, existe dificuldade para o início
e andamento dos trabalhos desta Ação, uma vez
que, até a presente data, não foram alocados
os recursos financeiros previstos para os anos de 2000, 2001
e 2002, em função da definição
da Unidade Responsável na qual esta ação
foi enquadrada no PPA. Além disso, existem dúvidas
quanto à liberação de recursos financeiros
para o exercício de 2003.
b) Em 2001, a Gerência do Programa solicitou a inclusão
da ação Desenvolvimento de Aplicações
de Imagens e Dados para Meteorologia e Meio Ambiente, cuja
solicitação foi atendida somente para 2003.
Os recursos solicitados inicialmente foram da ordem de R$
2 milhões. Tendo em vista que o valor alocado para
o exercício 2003 é de apenas R$ 500 mil, prevêem-se
prejuízos na produção sistemática
de dados meteorológicos e seu arquivamento, na instalação
de sistemas de detecção de sinais e na interação
crescente com outras instituições nacionais
e internacionais. Deve-se notar ainda que o CPTEC/INPE é
a única instituição no país possuindo
dimensão em dados de satélites ambientais e
outros sensores da atmosfera;
c) Na ação Implantação e Modernização
de Centros Estaduais de Monitoramento de Tempo, Clima e Recursos
Hídricos – PMTCRH, o distanciamento entre o planejado
e reprogramado, ao longo de todo o período de abrangência
do PPA, vem provocando prejuízos na implementação
da Ação, no alcance das metas previstas de implantar
novos Centros Estaduais e de expandir e modernizar os Centros
já existentes.
d) Ação Apoio à Modernização
dos Sistemas de Meteorologia e Hidrologia: O MCT não
conseguiu ampliar os limites de empenho e movimentação
financeira do FNDCT de forma a concluir a compra do 2º
lote de equipamentos com a dotação prevista
no orçamento de 2002. Tendo em vista que o valor a
ser pago é de aproximadamente R$ 49 milhões,
e que já existe R$ 3 milhões alocados no orçamento
de 2003, há a necessidade de se adotar a providência
de solicitação de crédito suplementar
de aproximadamente R$ 46 milhões para esta ação
no orçamento de 2003. O não pagamento da segunda
parcela inviabiliza a aquisição do segundo lote
do equipamento, o que compromete sua performance original,
comprometendo a capacidade técnica do equipamento e,
mais, o investimento inicial. Esta aquisição
irá proporcionar avanços significativos na melhoria
da qualidade da previsão de tempo, estudos para estabelecer
cenários de mudanças climáticas e extensão
dos cálculos de estimativas diárias de água
no solo e, operação da previsão de poluição
atmosférica, resultante de queimadas.
e) Ação Implantação de Estações
Automáticas de Coleta de Dados Meteorológicos:
A desvalorização cambial restringiu a aquisição
e implantação de estações meteorológicas.
Trata-se de equipamento de grande importância ao monitoramento
das condições atmosféricas e um importante
passo para a modernização dos sistemas, não
ocasionando, todavia, prejuízos na sua execução
física.
De qualquer maneira, no que se refere especificamente ao
ano de 2002, ainda que os recursos financeiros liberados tenham
sido insuficientes, o cumprimento de metas ocorreu dentro
do previsto.
Além disso, o Programa, devido à sua natureza
multissetorial, tem encontrado dificuldades para sua execução,
como:
a) A indefinição das atribuições
dos diversos atores envolvidos no setor federal de meteorologia
acarreta atrasos na montagem do sistema nacional de meteorologia
e aprovação do modelo proposto para a Agência
de Meteorologia e Clima - AMC. Além disso, como o novo
arranjo institucional proposto ainda não está
concretizado e o Gerente encontra dificuldades em acompanhar
o desempenho das Ações alocadas em outros Ministérios,
alguns destes Ministérios não contribuíram
para a elaboração do presente relatório
com as respectivas informações;
b) A definição do modelo institucional do Programa
depende de Decreto do Poder Executivo, no qual venha a delegar
ao Ministério da Ciência e Tecnologia a competência
das áreas de meteorologia e climatologia no Governo
Federal.
Com relação à atual equipe gerencial
do Programa, esta é bem recente e ainda se encontra
em processo de formação. No que se refere à
execução do Programa no âmbito do modelo
do PPA, apenas a gerente recebeu capacitação
– antes mesmo de se assumir a gerência do programa.
Dessa forma, há a necessidade de treinamento dos outros
membros da equipe quanto ao modelo de gestão por programas.
No que se refere à capacitação voltada
para a ação finalística, também
se identifica a necessidade de que alguns membros da equipe
gerencial recebam treinamento específico, uma vez que
foram recrutados de áreas pouco relacionadas ao setor
de meteorologia. Também a quantidade de recursos humanos,
tanto na equipe gerencial quanto nas equipes locais, se mostrou
insuficiente.
Já com relação aos recursos materiais
e infra-estrutura disponível, estes têm sido
adequados para a implementação do programa,
embora o planejamento para melhoria da infra-estrutura e aquisição
dos insumos necessários à operacionalização
de nossas Ações também tenha sido prejudicado
pelo contingenciamento orçamentário imposto
ao Programa.
Quanto ao desempenho dos parceiros, destacam-se as suas contribuições
no âmbito das Ações:
a) Ação Implantação e Modernização
de Centros Estaduais de Monitoramento de Tempo, Clima e Recursos
Hídricos – PMTCRH: foram realizados treinamentos
de técnicos dos Estados de Alagoas, atividades integralmente
apoiadas com recursos oriundos dos respectivos Estados e da
própria ação, evidenciando o enorme esforço
e entusiasmo dos técnicos do CPTEC/INPE e dos Estados,
no sentido de manter as atividades operacionais e de pesquisa,
demonstrando a importância do apoio e participação
de parceiros, conforme identificado no PPA anterior;
b) A ação PMTCRH recebeu apoio do Fundo Setorial
de Energia – CT-ENERG, possibilitando a aquisição
de equipamentos de informática, em um total de vinte
micros e vinte microsservidores. Estes equipamentos estão
sendo gradualmente disponibilizados aos Centros estaduais
já implantados;
c) A ação PMTCRH recebeu apoio do Fundo Setorial
de Energia – CT-ENERG, possibilitando a aquisição
de oitenta estações automáticas, a serem
instaladas nos Centros estaduais, ainda no presente exercício.
d) A ação Pesquisa, Desenvolvimento e Operações
em Previsão de Tempo e Estudos Climáticos –
CPTEC recebeu apoio do Fundo Setorial de Recursos Hídricos
– CT-HIDRO, destinado a aquisição de Sistema
de aquisição e processamento de imagens de satélite
GOES; Estação de trabalho e servidores DS20;
Estação meteorológica automática;
microcomputadores; e financiamento de bolsas de pesquisa e
desenvolvimento, possibilitando a melhora da previsão
de tempo e clima e melhoria na calibração dos
modelos hidrológicos.
Quanto às parcerias com outros Programas, destaca-se
o apoio oferecido pelo CNPq, no âmbito do “Programa
Inovação para Competitividade”, para a
implantação e modernização dos
Centros Estaduais, por meio da concessão de bolsas
a estes Centros. As bolsas, por sua vez, proporcionam a agregação
de Recursos Humanos qualificados, estágios de curta
duração, treinamento e iniciação
científica.
O programa de bolsas submetido ao CNPq no final do ano de
2000, entretanto, foi implementado em menos de 1% da dotação
de bolsas planejada por falta de recursos. Em conseqüência,
não foi possível sua execução
durante todo o período 2000-2002. A não implementação
desse programa de bolsas prejudicou, portanto, a implantação
de novos Centros Estaduais.
No que se refere à adequação da estrutura
organizacional do Ministério à gestão
por programas, a estrutura está perfeitamente adequada
à gestão por programas, uma vez que o MCT criou
na sua estrutura o Departamento de Programas Temáticos
para atender ao novo modelo de gestão proposto pelo
PPA.
E, por fim, com relação aos mecanismos de participação
da sociedade e de avaliação de satisfação
dos usuários/beneficiário, não há
mecanismos permanentes de participação da sociedade
no Programa, e o Programa não adota metodologia formal
para avaliação de satisfação do
usuário. A principal dificuldade se refere ao arranjo
do setor de meteorologia, que não está concentrado
em um único programa. Dessa forma, a satisfação
do público-alvo do Programa de Climatologia, Meteorologia
e Hidrologia depende de condições e iniciativas
que estão fora do seu alcance e da responsabilidade.
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