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Por ocasião da criação do Programa Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos - Progest nem todos os indicadores propostos estavam disponíveis, com exceção da Taxa de Cobertura de Coleta, cujo dado, proveniente da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD/IBGE (1991), era de 93,7%. Já pela Pesquisa Nacional de Saneamento Básico - PNSB de 1989, a taxa de cobertura de coleta registrava 97,2% de atendimento, evoluindo, até o ano 2000, para 99,4% de atendimento, apresentando uma leve tendência positiva de melhoria em todo o País.
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Com relação aos indicadores Taxa de Atendimento com Gestão Integrada de Resíduos Sólidos e Taxa de Tratamento Adequado de Resíduos Sólidos, os mesmos ainda se encontram em construção, sendo possível, no entanto, apresentar alguns resultados. No que se refere à destinação final e tratamento do lixo, a mais recente Pesquisa Nacional de Saneamento Básico - PNSB/ 2000 demonstrou que 63,6% dos municípios brasileiros depositam seus resíduos em lixões (formas inadequadas de destino final), que 32,2% destinam a aterros (13,8% aterro sanitário e 18,4% para aterro controlado), havendo ainda um percentual de 5% dos municípios que não informou onde dispõe seus resíduos, o que demonstra que ainda há muito trabalho a ser feito para melhorar a gestão de resíduos sólidos no Brasil.
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Por meio das linhas de apoio a investimentos na área de resíduos sólidos, foram investidos e programados, em 2002, pelo Progest e pela ação Municipalização do Turismo em coleta, disposição final e tratamento de resíduos sólidos em todas as unidades da Federação, um total de recursos de aproximadamente R$ 9.745.808,00 assim distribuídos:
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Implantação e Melhoria de Sistemas de Resíduos Sólidos nas regiões de maior concentração de pobreza do País: R$ 6.154.400,00 (beneficiando mais de 90 mil famílias, com serviços de coleta, destinação e tratamento final); |
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Implantação e Melhoria de Sistemas de Resíduos Sólidos em municípios identificados pelo Unicef onde existam crianças nos lixões: R$ 1.981.408,00 (beneficiando mais de 60 mil crianças que foram retiradas de lixões para inserção no ensino fundamental); e |
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Municipalização do Turismo: R$ 1.610.000,00 (beneficiando mais de 23 mil famílias com serviços de coleta, destinação e tratamento final). |
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Dentro da linha de apoio institucional na área de resíduos sólidos, foi dada continuidade ao Programa de Treinamento e Capacitação em Gestão de Resíduos Sólidos, iniciado em 2001. Este Programa, em 2002, investiu um montante de R$ 66 mil, que permitiu a realização de três Oficinas de Capacitação em Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos - Módulo de Ensino Presencial, dirigidas a técnicos municipais das prefeituras que obtiveram apoio financeiro do Governo Federal para executar projetos na área de resíduos sólidos; e ainda a edição de mais mil exemplares do Manual de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, voltado a orientar o prestador de serviços e demais técnicos do setor em aspectos relativos à gestão, operação, manutenção e tratamento/destino final dos resíduos sólidos.
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Além disso, continua disponível, via internet, o Curso de Capacitação em Gestão de Resíduos Sólidos na modalidade Ensino a Distância - EAD, que é um treinamento de especialização com aproximadamente 150 horas/aula voltado para o prestador de serviços e para a sociedade em geral.
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Decisivamente, a estratégia que mais contribuiu para a obtenção dos principais resultados do Programa foi o processo descentralizado de contratação das obras. Governadores e prefeitos dirigem-se diretamente às agências locais da Caixa para apresentarem seus projetos, receber informações, assinar contratos de repasse aprovados e autorizados pela SEDU/PR (atual Ministério das Cidades) e receber os recursos mediante a comprovação de execução das etapas do objeto pactuado. Os benefícios são imediatos, tanto na agilidade do processo quanto na segurança do acompanhamento da execução e da liberação dos recursos.
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Estes resultados, no entanto, não atendem completamente à demanda identificada pelo órgão na área de resíduos sólidos. Assim como outros programas do Orçamento Geral da União, o Progest também sofre as conseqüências de cortes, contingenciamentos, e calendário político (restrições da lei eleitoral), de forma que a operacionalização do mesmo fica prejudicada, com cancelamento de contratos e, em conseqüência, a baixa realização física das ações.
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O crescimento populacional e o processo de urbanização observado no País conduziram a um incremento na produção de bens e alimentos acarretando a geração cada vez maior de resíduos, os quais dispostos inadequadamente trazem sérios danos à saúde, higiene pública e ao meio ambiente.
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Além do fator sanitário, a problemática dos resíduos sólidos urbanos encontra-se fortemente associada ao fator social, em que se observam catadores nos lixões, inclusive crianças, que sobrevivem em condições subumanas.
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A combinação de fatores sanitários, sociais, econômicos e estéticos representa a dimensão do problema a ser solucionado. As questões relacionadas com os resíduos sólidos urbanos foram identificadas há várias décadas, entretanto, as soluções parciais ainda não atendem a todos os municípios.
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Os Serviços de Limpeza Urbana - SLUs, em sua maioria, não têm alcançado um nível que possa ser considerado satisfatório principalmente devido à carência de planejamento e programas, baixa qualificação de pessoal, recursos físicos insuficientes ou mal aproveitados, legislações incompletas ou antigas, estruturas e instituições deficitárias e a utilização de tecnologias inapropriadas.
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Diante do quadro acima exposto e face à importância das questões relacionadas com os resíduos sólidos urbanos e sua forte interface multissetorial, a SEDU/PR decidiu, a partir de 2002, rever as linhas programáticas existentes com o intuito de criar um Programa específico para o setor em moldes mais abrangentes, fazendo uso de um maior número de parcerias e empregando ações complementares de investimento e apoio institucional.
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Trata-se do Programa de Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos - Progest, no âmbito do Plano Plurianual do Governo Federal - PPA, a cargo da Secretaria Especial de Desenvolvimento Urbano - SEDU/PR em 2002 e atualmente sob responsabilidade do Ministério das Cidades, cujas ações estão estruturadas em dois objetivos: aumentar a cobertura dos serviços na perspectiva da universalização do atendimento e, ao mesmo tempo, induzir a reestruturação do setor com a garantia da sustentabilidade dos serviços.
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Desta forma, busca-se uma maior eficiência nos processos de gestão dos resíduos sólidos no País, permitindo a indução da Política Nacional de Resíduos Sólidos - PNRS, cujo projeto de lei, de relatoria do Deputado Emerson Kapaz, foi apresentado na Câmara Federal para votação.
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Constituem diretrizes prioritárias do Programa:
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Assegurar o tratamento e a disposição final dos resíduos sólidos de forma ambientalmente segura; |
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Incentivar a minimização, a reciclagem e a reutilização; |
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Incentivar a implementação de projetos que contemplem sistemas de gestão integrada e, sempre que possível, de forma compartilhada entre localidades; e |
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Promover a modernização do setor mediante apoio à gestão, ao planejamento, à capacitação, e à assistência técnica. |
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O Progest conta com quatro ações diferenciadas, quais sejam:
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Implantação e Melhoria de Sistemas de Resíduos Sólidos nas regiões de maior concentração de pobreza do País; |
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Implantação e Melhoria de Sistemas de Resíduos Sólidos em municípios identificados pelo Unicef onde existam crianças nos lixões; |
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Estudos para Otimização dos Sistemas de Coleta e Disposição de Resíduos Sólidos - para apoio à elaboração de Planos de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos; e |
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Capacitação de Municípios para a Gestão Integrada de Resíduos Sólidos Urbanos - para apoio ao fortalecimento da capacidade técnica/gerencial/administrativa do prestador dos serviços, a elaboração de estudos, pesquisas e eventos de difusão tecnológica nesta área. |
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Além destas, está a cargo da SEDU/Ministério das Cidades a execução da ação Municipalização do Turismo do PNMT - Implantação e Melhoria de Sistemas de Resíduos Sólidos em municípios identificados pela Embratur como de importância turística. A referida ação não integra o Progest, mas, pela similaridade com suas ações, também desenvolvidas com recursos do OGU, foi incluída na operacionalização do mesmo.
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A presença de um clima favorável no País para o debate das questões relativas à gestão dos resíduos sólidos urbanos é um elemento motivador para o enfrentamento dos grandes desafios existentes. As iniciativas em curso, não só nos estados e municípios, mas também entre os diversos órgãos do Governo Federal, aliadas a uma maior conscientização da sociedade sobre o tema, apontam para um cenário de realizações possíveis, em um futuro próximo.
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É verdade que os recursos financeiros são escassos e insuficientes para garantir, de imediato, a universalização dos serviços de limpeza e qualidade de serviços prestados a toda a população brasileira. No entanto, esses recursos podem ser maximizados se priorizado o esforço integrado do setor público, da sociedade e da iniciativa privada na proposição de soluções conjuntas; se estimulada a melhoria da qualidade da prestação dos serviços; se estabelecidos instrumentos econômicos incentivadores da redução da produção e aumento da reciclagem e, sobretudo, se promovida uma melhor organização e regulação do setor.
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Inicialmente, vale registrar a principal restrição para uma implementação mais efetiva do Programa, que é o divórcio entre o exercício orçamentário e a efetiva realização dos benefícios. Como conseqüência, há também um descompasso entre a execução orçamentária (realização dos empenhos) e a execução financeira (liquidação e pagamento dos valores empenhados).
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Anualmente, o Programa utiliza a totalidade dos recursos liberados para formalização de novas contratações, enquanto os limites financeiros são utilizados para pagamento das obras e serviços contratados em exercícios anteriores. Como o Sigplan não registra o acompanhamento dos Restos a Pagar, a execução do Programa aparece distorcida, com um nível de realização bem menor do que o ocorrido na prática.
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Historicamente, os recursos do Orçamento Geral da União para ações de investimentos físicos em saneamento, aí incluídos os sistemas de limpeza urbana, têm sido muito penalizados com cortes, contingenciamentos e pulverizações de recursos. Por outro lado, as ações de resíduos sólidos, assim como as de drenagem urbana, enquanto componentes do saneamento, vêm sendo também relegadas a um segundo plano, de forma a serem preteridas em relação ao abastecimento de água e esgotamento sanitário, sobretudo nas necessidades de cortes de recursos internos ao órgão.
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Os valores propostos pelo Executivo para o Programa têm sido bastante inferiores aos previstos no PPA 2000-2003. Com isto, a demanda por ações em investimentos em resíduos sólidos, que atualmente tem sido de cerca de R$ 60 milhões/ano, vem caindo de forma a tornar muito deficiente a atuação do Governo Federal para apoio aos municípios na implementação dos sistemas de gestão de resíduos sólidos.
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Por fim, na fase de tramitação no Congresso Nacional, o Programa recebe recursos adicionais por força das emendas parlamentares, muitas vezes quadruplicando o valor inicialmente proposto. Na fase de execução, os valores aprovados em Lei são mais uma vez modificados em virtude da edição de decretos de limite para movimentação e empenho.
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Com o contingenciamento orçamentário, a implementação torna-se mais difícil, pois não é possível saber se o Programa poderá contar com o que programou; as experiências passadas mostram esse problema. Via de regra, os créditos só são disponibilizados no final de exercício, o que obriga a gerência a executar todos os projetos de forma concentrada, às vezes em um único mês. Isto torna irreal qualquer programação e execução efetiva.
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Além disso, a descontinuidade do fluxo financeiro afeta em muito a execução do Programa, inibindo o início de novos empreendimentos e prejudicando a execução das obras ainda em andamento, encarecendo custos, mão-de-obra envolvida e gerando prejuízos com paralisações e comprometimento de metas sociais.
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Quanto ao controle da execução, o monitoramento da execução física é realizado pela Caixa que disponibiliza as informações para a SEDU/PR em formato de banco de dados, que precisa ser aperfeiçoado quanto à sua qualidade e consistência.
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A identificação de problemas ocorre por intermédio da avaliação desses dados, por relatos da própria Caixa, dos executores e de parlamentares. A Secretaria de Controle Interno da Presidência da República - Ciset também tem auxiliado nessa tarefa. O ideal seria também promover visitas técnicas nos locais das obras, o que não tem ocorrido por restrições de recursos para custeio dos deslocamentos, bem como pela pequena equipe da gerência do Programa.
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Em relação às dificuldades com contratos e convênios, geralmente os processos licitatórios necessários à implementação das ações do Programa são contestados judicialmente, prejudicando as contratações. Além disso, a morosidade na obtenção do licenciamento ambiental dificulta e às vezes inviabiliza o início da execução dos empreendimentos.
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As inadimplências de estados e municípios com exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal e quanto ao cumprimento da LDO têm-se mostrado como um dos principais entraves para a execução do Programa.
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Embora a equipe gerencial do Programa não tenha tido a disponibilidade para participar de uma capacitação formal, a própria integração com os demais gerentes capacitados agregou conhecimentos essenciais para a melhoria do desempenho da gestão do Programa.
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Vale destacar que a atual gerência do Progest, mesmo antes de o Programa existir oficialmente, ou seja, quando suas ações ainda integravam outros programas, como o Morar Melhor e o Gestão Urbana, sempre atuou setorialmente e complementarmente, dando suporte aos antigos gerentes, e já integrava um comitê permanente de resíduos sólidos junto a equipes de outros ministérios atuantes nesta área.
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Está se desenvolvendo, por meio do Progest, um processo embrionário de capacitação dos níveis estadual e municipal para a gestão integrada local de resíduos sólidos. Dentro da linha de apoio institucional na área de resíduos, a SEDU/PR vem dando continuidade ao Programa de Treinamento e Capacitação em Gestão de Resíduos Sólidos, iniciado em 2001. A idéia é aumentar a capacidade técnica e administrativa do prestador de serviço local para melhorar a eficiência do serviço prestado à população.
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Com o trabalho articulado com os outros órgãos do Governo Federal, pretende-se estabelecer um grande Programa interministerial de Capacitação em Gestão de Resíduos, em moldes mais abrangentes, para dar sustentabilidade aos investimentos repassados nesta área.
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Em relação aos parceiros, cabe destacar a parceria com a Caixa Econômica Federal, atuando como mandatária da União, que pode ser considerada uma ação decisiva para o alcance dos resultados do Programa, pois assegura sua execução sob um arcabouço de normas e procedimentos técnicos que garantem que os recursos investidos alcancem os seus verdadeiros objetivos; além disso, essa parceria possibilita o acompanhamento das obras contratadas in loco e viabiliza a liberação dos recursos financeiros por parcela de obras e/ou serviços executados.
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Embora a parceria com a Caixa Econômica Federal possibilite o controle e acompanhamento da execução das obras contratadas no âmbito do Programa, há a necessidade de desenvolvimento de um sistema de informações mais preciso e consistente, especialmente no que se refere ao detalhamento das características físicas, do modelo de implementação adotado pelo executor e do nível de satisfação dos beneficiários.
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Não existe parceria formal da área de resíduos sólidos da SEDU com a área de resíduos sólidos do Ministério do Meio Ambiente e da Fundação Nacional de Saúde - Funasa; entretanto, o corpo técnico responsável pela implementação dos respectivos programas em cada órgão compõe um comitê permanente de articulação, discussão e encaminhamento de questões afetas ao setor de resíduos que trazem benefícios ampliados para os distintos programas.
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Tal iniciativa deve-se ao espaço de articulação criado a partir da instalação, em 1999, do Fórum Nacional Lixo e Cidadania, coordenado pelo Unicef, e que, além das instituições citadas do Governo Federal, agrega ainda mais de 60 instituições públicas e privadas que atuam no setor.
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Cabe mencionar a proposta em contribuição ao substitutivo do Projeto de Lei do Executivo que institui a Política Nacional de Gestão de Resíduos Sólidos e a instituição de um Sistema Nacional de Informações em Resíduos.
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Como sugestão de avanço para a implementação do Programa, as parcerias comentadas devem ser formalmente instituídas para que, ao se aprovar a Política Nacional de Resíduos Sólidos, estabeleçam-se formalmente as atribuições de cada instituição e o estabelecimento de metas integradas e articuladas para a implementação desta política, sem contar o ganho por parte do Governo Federal com a convergência e a integração dos programas do PPA para a área de resíduos sólidos. Há necessidade de uma política formal para o setor e a decisão política de formalizá-la.
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Quanto aos mecanismos de controle social, o Manual de Instruções do Progest estabelece que os Agentes Executores deverão estimular a participação das famílias em todas as etapas do projeto, na gestão dos recursos financeiros da União destinados ao Programa, bem como na manutenção do patrimônio gerado por estes investimentos, a SEDU/PR.
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Estabelece, ainda, como obrigatório em todos os projetos, o desenvolvimento de trabalho social que deverá, necessariamente, prever o apoio à mobilização e organização comunitária; a capacitação profissional ou geração de trabalho e renda; a educação sanitária; e o acompanhamento e avaliação dos resultados da intervenção, por parte dos Agentes Executores, após conclusão das obras e serviços.
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As principais dificuldades para a implementação da pesquisa de satisfação do usuário/beneficiário do Programa são:
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O Programa não dispõe de um processo direto de avaliação e monitoramento; |
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A execução do Programa é descentralizada SEDU/Caixa/poder público local, o que a distancia muito dos beneficiários finais. Na prática, esse contato só ocorre no âmbito da ação local, onde os executores devem estimular a participação das famílias em todas as etapas do projeto, na gestão dos recursos financeiros da União destinados ao Programa, bem como na manutenção do patrimônio gerado por estes investimentos. |
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As principais dificuldades de ordem institucional, legal, gerencial e financeira a serem vencidas para melhorar o desempenho do Programa são:
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Ausência de uma política nacional específica para o setor, com diretrizes integradas com os três níveis de governo, que estabeleçam regras para a prestação adequada dos serviços e soluções para a sua remuneração e que estabeleça mecanismos de suporte às administrações municipais com dificuldades de gerenciar seus programas de limpeza urbana; |
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Falta de integração entre a gestão urbana e a gestão dos resíduos sólidos, a qual pode ser usada como um instrumento de gestão urbana; |
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Falta de uma ação coordenada dos programas governamentais existentes, o que possibilitaria a integração dos mesmos com as políticas sociais, de saúde, meio ambiente, saneamento, habitação e recursos hídricos e das parcerias público-privado e sociedade, na resolução dos problemas afetos à problemática dos resíduos sólidos; e |
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Ausência de prioridade política por parte do governo nas três esferas para a área de resíduos sólidos. |
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