Avaliação dos ProgramasIndústria Petroquímica



Realização Física e Financeira Indicadores


O Programa Indústria Petroquímica tem como objetivo principal ampliar oferta de produtos básicos da indústria petroquímica para atendimento do mercado.
O indicador Participação da Produção Nacional de Petroquímicos Básicos no Consumo de Petroquímicos Básicos é a relação percentual entre a produção nacional de petroquímicos básicos e o consumo de produtos básicos da indústria petroquímica. No início do PPA o índice era de 80% e ao final do PPA o índice esperado era de 90%, mas o índice atual já é de 92%.
A política de investimentos da Petrobras/Petroquisa para o setor, no período compreendido entre 2000 a 2002, está baseada na formação de parcerias e alianças com outros grupos empresariais nacionais e internacionais.
Fazem parte do Programa projetos que estão alinhados com a visão estratégica para o país pois, por meio do aumento da competitividade em termos de escala produtiva e redução de custos de produção, resultam em substituição de importações, diminuição da dependência externa e, conseqüentemente, da saída de divisas, auxiliando no equilíbrio da balança comercial brasileira. Além disso, contribuem para geração de empregos e na preservação do meio ambiente, com base nos critérios estabelecidos pelos órgãos federais e estaduais competentes.
Baseado nessa estratégia a Petrobras/Petroquisa participou das seguintes ações do Programa em 2002:
Complexo de Ácido Acrílico
Encontra-se ainda em fase negociações para formação de uma joint-venture a implantação de uma unidade produtora de ácido acrílico e resinas superabsorventes (SAP), atualmente importados, utilizando o propeno da Refinaria Henrique Lage - Revap (SP), onde a participação da Petrobras deverá ser 35% do capital votante para uma capacidade de 80.000 t/a de ácido acrílico. O ácido acrílico é intermediário na produção de polímeros superabsorventes utilizados, principalmente, em fraldas descartáveis
Pólo Gás - Químico do Rio de Janeiro
Implantação do Pólo Gás Químico no Rio de Janeiro, iniciado em 2000, pela Rio Polímeros S.A., que conta com a participação acionária Petroquisa (16,7%) em parceria com os grupos Unipar (33,3%), Suzano (33,3%) e do BNDESpar (16,7%) do capital votante.
O projeto consiste em um complexo integrado de produção de 500 mil ton/ano de eteno e 515 mil ton/ano de polietilenos, localizado próximo à Refinaria de Duque de Caxias - Reduc (RJ), utilizando como matéria-prima o etano e propano separados do gás natural da Bacia de Campos, a ser fornecido pela Petrobras. Será o primeiro complexo petroquímico a ser baseado em gás natural.
O investimento global está estimado, pela Rio Polímeros, em torno de R$ 3 bilhões, dos quais 40% de capital próprio e 60% financiados. Foram realizados, desde o seu início, em 1996, até dezembro de 2002, investimentos da ordem de R$ 1.300 milhões representando um progresso físico de 68% da engenharia e 10% da construção civil e de acordo com o previsto, o início da operação está programado para 2005 e a formação da mão-de-obra especializada, profissional e operadores industriais para trabalhar no complexo petroquímico se encontra em processo de seleção.
A Rio Polímeros visa a comercializar 70% da produção de polietilenos no mercado interno, exportando o restante.
A alocação de recursos para os investimentos de implantação do Pólo Gás Químico do Rio de Janeiro é obrigação dos acionistas da Rio Polímeros e dos financiadores do projeto. Os agentes financiadores do pólo são: BNDES, SACE - agência de fomento italiana.
O projeto de implantação do Pólo Gás Químico do Rio de Janeiro conduzido pela Rio Polímeros S.A. conta uma infra-estrutura de apoio até então adequada e de recursos materiais apropriados.



A origem do programa está estruturada no potencial de crescimento da demanda por produtos petroquímicos. Vale citar que a expectativa em relação à demanda é otimista sobretudo quando observamos a grande expansão de vendas de termoplásticos - segmento importante da segunda geração do setor - resultante dos impactos positivos da estabilização de preços.



A estratégia de implementação consiste em aumentar o valor agregado de correntes do refino ou do gás natural como insumo da indústria petroquímica, através de parcerias com empresas privadas visando à integração do refino com a primeira geração - centrais de matérias-primas - e segunda geração - produção de resinas - do setor.
O desempenho físico e a implementação das ações do Programa Indústrias Petroquímicas não encontraram obstáculos em nenhuma unidade administrativa de qualquer Ministério.
Com todas as dificuldades e mudanças ocorridas no período de 2002, o objetivo principal de alimentar o mercado de oferta de produtos básicos da indústria petroquímica foi atingido.

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