Avaliação dos ProgramasMacroobjetivos06 - Desenvolver a Indústria do TurismoTurismo: a Indústria do Novo Milênio
  

Realização Física e Financeira Indicadores Custos



Capacitação de 6.000 pessoas para o turismo.

Fiscalização de 17.000 serviços turísticos.



O programa empenhou e liquidou 67,5% do orçamento aprovado. No que concerne à execução das metas propostas para o programa, o resultado obtido em 2001 foi acima do previsto. Destacam-se, principalmente, as ações de Capacitação de Recursos Humanos para o Turismo, que capacitou 6.000 pessoas; Fiscalização dos Serviços Turísticos e Estruturação do Segmento de Ecoturismo.

Destaca-se, também, o redirecionamento do fluxo de brasileiros para o mercado interno, visando manter estável a atividade e melhorar o desempenho da Conta Turismo no Balanço de Pagamento. Especial destaque, neste quesito, para os cruzeiros náuticos, que vêm apresentando crescimento significativo na temporada 2001/2002 em relação à de 2000/2001.

Teve excelente repercussão o desenvolvimento do Sistema de Informações, Acompanhamento e Gestão de Empresas Turísticas - SAGET, que serve tanto à promoção da qualidade quanto a fiscalização dos serviços turísticos e atingiu a 16.000 prestadores em 2001, com o apoio de todos os envolvidos; a publicação de metodologia específica para a implantação de pólos de ecoturismo, focado nas melhores práticas; e o Manual de Sinalização Turística, elaborado em parceria com o Departamento Nacional de Trânsito - Denatran e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, que passa a ser obrigatório para os projetos de sinalização turística em todo o Brasil, financiados com recursos públicos.

Apesar do claro resultado positivo das metas físicas do programa, o turismo receptivo internacional brasileiro apresentou queda estimada de 8%, devendo se situar em torno de 4,9 milhões de turistas estrangeiros, em contraste com os 5,3 milhões de 2000. Esta queda é resultante de três fatores externos. Um já antevisto pelo setor: a possibilidade de mudança no regime cambial argentino, uma vez que, este país é responsável por cerca de 33% dos turistas estrangeiros que visitam o Brasil. Outro fator foi a persistência na recessão mundial, principalmente a queda no consumo dos EUA. Por último, totalmente inesperado, foi a série de acontecimentos posteriores aos atentados terrorista de 11 de setembro, que acentuaram, de forma radical, o inédito quadro de recessão mundial nos fluxos turísticos internacionais. A situação brasileira foi coerente com o quadro geral do turismo em 2001. A Organização Mundial de Turismo - OMT detectou queda global de 1,3% nos fluxos turísticos mundiais, fato este que ocorre pela primeira vez após a Segunda Guerra Mundial, e de 7,1% nos movimentos turísticos para a América do Sul.

Foram relevantes também em 2001 os cursos de capacitação de gestores em turismo, direcionado aos técnicos e profissionais do turismo envolvidos na gestão pública estadual ou municipal, bem como nos Conselhos de Turismo e outras entidades congêneres.

Dentre todas as restrições enfrentadas para a execução do programa em 2001, a pior e que mais o afetou foram os poucos recursos destinados ao marketing externo, o qual impediu o programa responder mais vigorosamente e agilmente aos desafios apresentados.

Como o programa tem na celebração de contratos e convênios uma de suas formas de atuação, existe uma exigência grande de informações precisas e prazos que, muitas vezes, as entidades públicas e privadas têm dificuldade em cumprir. Para minimizar o problema, foi firmado convênio com a Caixa Econômica Federal no sentido de que esta se responsabilize pela celebração e acompanhamento da execução de algumas ações de infra-estrutura, principalmente a sinalização turística.

Destaca-se ainda, em 2001, a revisão do programa tendo como conseqüência a exclusão de algumas ações, a incorporação e fusão de ações e, ainda, a exclusão de alguns programas regionais, que tinham ações similares àquelas executadas dentro da Indústria do Novo Milênio. Neste sentido, houve uma sensível melhora na concepção do programa, com menor pulverização de ações semelhantes em distintas rubricas, o que dificultava sobremaneira a visualização dos resultados e o estabelecimento de prioridades na hora de sua execução.




Aumentar os recursos destinados ao marketing internacional.

Reduzir o contingenciamento orçamentário e financeiro.

Garantir fluxo regular financeiro, pois, principalmente as feiras e eventos têm calendário próprio que necessita ser cumprido.

Maior integração com outras unidades do Ministério do Esporte e Turismo, de modo que a gerência possa participar da tomada de decisão quanto à execução orçamentária e financeira das ações do programa.


07 - Desenvolver a Indústria Cultural