Avaliação dos ProgramasMacroobjetivos08 - Promover a Modernização da Infra-Estrutura e a Melhoria dos Serviços de Telecomunicações, Energia e TransporteEnergia na Rede Sudeste
  

Realização Física e Financeira Indicadores Custos



Energização, em maio de 2001, da linha de transmissão Itaberá - Tijuco Preto e subestações associadas, parte integrante da linha de transmissão Ivaiporã - Itaberá - Tijuco Preto III, de 585 km, e complementação do terceiro circuito de Itaipu.

Energização, em maio de 2001, de banco de reatores (3X110 MVAr) na subestação Tijuco Preto.

Energização da linha de transmissão São José - Magé (trecho II), em junho de 2001, projeto, de extrema importância para a melhoria das condições de atendimento aos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Energização, na subestação de Campos (RJ), de dois reatores (138 kV, 2 x 25 MVAr) e dois bancos de capacitores (2 x 60 MVAr), em maio de 2001, e da compensação estática de 100 MVAr, em julho de 2001.

Energização de banco de transformadores (500/138 kV, 3 x 200 MVA) na subestação São José, em janeiro de 2001,

Energização, na subestação de Angra (RJ), de banco de transformadores (500/138 kV, 3 x 33,3 MVA) e de transformador defasador de 138/138 kV (400 MVA), em setembro de 2001.

Energização, na subestação Adrianópolis, em instalação provisória, do banco de transformadores de 345/138 kV (3x75 MVA), em dezembro de 2001.

Energização, na subestação Vitória, em instalação provisória, do banco de transformadores de 345/138 kV (3x75 MVA), em julho de 2001.



Em 2001 teve continuidade o cronograma das usinas termelétricas de Ibirité, com data de entrada em operação da primeira máquina prevista para fevereiro de 2002, e Norte Fluminense, com energização da primeira máquina para maio de 2003. Também teve seguimento o cronograma das usinas hidrelétricas Aimorés, com início da operação previsto para dezembro de 2003; Candonga, com previsão de operação comercial para setembro de 2002; Funil Grande, com entrada em operação prevista para dezembro de 2002; e Piraju, com previsão de antecipação da operação para novembro de 2002.

O ano de 2001 pode ser considerado como atípico no que se refere ao comportamento do consumo de energia elétrica, especialmente na Região Sudeste. A crise de oferta de energia teve forte influência no resultado apurado no final do ano. As expectativas preliminares apontam para um consumo total na Região de 158 TWh, que corresponde a um decréscimo de 10% em relação a 2000. As expectativas anteriores indicavam crescimento de 3,4% em 2001 para a Região Sudeste.

No que se refere à taxa de atendimento domiciliar, não existem ainda valores disponíveis para 2001. Segundo a Eletrobrás, a taxa de atendimento domiciliar verificada em 1999, na Região Sudeste, foi de 98,5%. Estima-se que não houve mudança significativa desta taxa.

A crise de oferta de energia elétrica influenciou sobremaneira o comportamento do consumo neste ano e, por conseqüência, a perspectiva de alcance do indicador de consumo até 2003. No entanto, é prematuro alterar a meta para 2003 deste indicador.

Para 2003, as expectativas, de acordo com os cronogramas das ações em andamento, é de acréscimo da capacidade instalada em cerca de 2.900 MW.

Em relação à satisfação do público-alvo, segundo pesquisa realizada pela Aneel sobre a qualidade de atendimento das concessionárias da categoria C (acima de 1 milhão de consumidores), por meio da Superintendência de Mediação Administrativa Setorial - SMA e do Sistema de Ouvidoria, somente as empresas paulistas Eletropaulo - Metropolitana e a Empresa Bandeirante de Energia - EBE apresentaram índice de reclamações inferiores à média. As demais empresas com representatividade na Região Sudeste apresentaram índices bem acima da média verificada, indicando que a satisfação do público-alvo, o consumidor de maneira geral, ainda está baixa.

Em relação às metas físicas, os valores gravados no SigPlan para o ano 2001 foram introduzidos em períodos anteriores, onde as indicações de execução das respectivas ações ainda eram bastante preliminares. No entanto, essas são as metas consideradas como referenciais para as comparações de realização no ano.

Quanto às restrições que interferem no desempenho das ações, vale destacar as licitações e o licenciamento ambiental. Determinadas obras deste programa apresentaram problemas com as licitações para aquisição de equipamentos, materiais e a construção, propriamente dita. Estas licitações apresentaram preços elevados que inviabilizaram, muitas vezes, os processos, levando à abertura de novas licitações e postergando os cronogramas. A questão do licenciamento ambiental foi também restritiva em termos de andamento de alguns cronogramas. O exemplo mais relevante de restrição ambiental, que postergou em cerca de um ano a energização da linha de transmissão Itaberá - Tijuco Preto III, foi a decisão judicial que embargou a obra, liberada somente no final de 2000.




Aumentar a interação entre as unidades do Ministério, reduzindo duplicidade de esforços.

A participação do setor privado na gestão do programa precisa ser incentivada. A obtenção de informações nem sempre é facilitada, pois o envolvimento dos responsáveis, na iniciativa privada, tem sido reduzido.

Intensificar o envolvimento de ministérios e órgãos que tenham direta interferência com ações do programa. Como exemplo, podemos citar o Ibama e órgãos estaduais de licenciamento ambiental, além, obviamente, do Comitê Coordenador do Planejamento da Expansão dos Sistemas Elétricos - CCPE, Secretaria de Energia, Operador Nacional de Sistema - ONS, Agência Nacional de Energia Elétrica - Aneel.

Há necessidade de disponibilização das informações de situação de empreendimentos de geração e transmissão pela Aneel, órgão fiscalizador das obras em execução, principalmente para o SigPlan. Tal medida tem por objetivo facilitar o gerenciamento do programa, mantendo fluxo automático de informações e evitando duplicidade de esforços.


Energia no Eixo Arco Norte