Avaliação dos ProgramasMacroobjetivos08 - Promover a Modernização da Infra-Estrutura e a Melhoria dos Serviços de Telecomunicações, Energia e TransporteEnergia no Eixo Sul
  

Realização Física e Financeira Indicadores Custos



Implantação do sistema de transmissão Campos Novos - Blumenau, compreendendo a construção de linha de transmissão de 252 km de extensão e instalação de transformador de 525/230 kV-672 MVA na subestação de Blumenau (previsão de energização em fevereiro, de 2002).

Implantação do sistema de transmissão em Caxias (RS) compreendendo a construção de linha de transmissão de 264 km de extensão de Itá a Caxias, além do seccionamento em Caxias (2x10km) da linha de transmissão Campos Novos - Gravataí e instalação do primeiro transformador de 525/230 kV-672 MVA na nova subestação de Caxias (previsão de energização em fevereiro/2002).

Implantação do sistema de transmissão em Itajaí (SC), compreendendo a construção da linha de transmissão de 36 km (circuito duplo) de extensão de Blumenau a Itajaí e instalação de dois transformadores de 230/138 kV - 150 MVA na nova subestação de Itajaí.

Implantação da Usina Hidrelétrica Dona Francisca, no rio Jacuí, no Rio Grande do Sul, com potência instalada de 125 MW.

Implantação da Usina Hidrelétrica da Itá , no rio Uruguai, entre os Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com potência instalada de 1.450 MW.



O ano de 2001 foi totalmente atípico em termos de consumo, devido à crise de energia elétrica e o racionamento a partir de junho de 2001. Contudo, a variação dos índices em 2001 ficou dentro do esperado. A Taxa de Atendimento (número de consumidores residenciais dividido pelo número de domicílios totais) ficou em 87,1% . O Consumo de Energia Elétrica foi de 53.121 GWh, registrando crescimento de 1,1% em relação a 2000. Devido aos reflexos do racionamento de energia este índice ficou 3% abaixo do crescimento esperado.

A expectativa de alcance dos índices previstos para os indicadores até o final do Plano é alta, pois o desempenho das ações previstas para este programa está dentro do esperado.Destaca-se que a maior parte das ações previstas no programa obedece às novas regras do setor elétrico, onde cada empreendimento só pode ser implementado após leilão/autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica - Aneel, fazendo com que as empresas envolvidas firmem compromisso no cumprimento de execução de prazos previamente estabelecidos por esse agente regulador.

Entre os principais resultados esperados até 2003, pode-se citar:

- Conclusão da UTE Araucária - 480MW, para 2002;

- Conclusão da UTE Canoas (Refap) - 160MW (fase I), para 2002;

- Conclusão da UHE Machadinho 1.140MW, para 2002;

- Implantação do sistema de transmissão Curitiba - São Paulo, mediante a construção da linha de transmissão Bateias - Ibiúna, com 340 km, em circuito duplo, e instalação de 1.400 MVA em transformação na subestação de Ibiúna, para 2003;

- Implantação do sistema de transmissão Itá (SC) - Garabi (Argentina), mediante a construção de linha de transmissão com 375 km (segundo circuito) para importação de mais 1.000 MW da Argentina.

Quanto a restrições que interferem no desempenho das ações, vale destacar as licitações e o licenciamento ambiental. Com a recente reestruturação do setor elétrico, a Aneel assumiu grande volume de responsabilidades que vem sendo tratadas gradativamente, pois o presente modelo exige grande dependência das decisões do órgão regulador, tanto para licitações como para autorização de obras. No processo de licenciamento, restrições socioambientais impactam os projetos de geração e transmissão, influindo não só em termos de custos, como de prazos de implantação, podendo em determinadas situações inviabilizar ou, no mínimo, tirar a atratividade de alguma alternativa de expansão selecionada por critérios puramente técnicos e econômicos.

O cumprimento das metas físicas ficou abaixo do previsto (entre 60% e 89%), sendo que os bons resultados, como já mencionado, referem-se a ações do sistema elétrico na tensão de 525kV e 230kV e das usinas hidrelétricas e térmicas de maior porte.

Os recursos financeiros foram liberados conforme o orçamento programado e o fluxo de recursos foi compatível com o programa de obras. Ressaltamos que muitas ações são de responsabilidade do setor privado, não utilizando recursos de origem orçamentária.

Quanto à tempestividade das informações, a não - interatividade do Sigplan torna difícil o acompanhamento dos projetos do setor privado.




Os indicadores utilizados (Taxa de Atendimento Domiciliar e Consumo de Energia Elétrico) não são suficientes para expressar os impactos causados pelo programa. Deveriam ser utilizados também índices de qualidade e confiabilidade agregados ao sistema de transmissão e geração.

A participação do setor privado na gestão do programa precisa ser incentivada, pois a dificuldade de envolvimento do executor privado com o Plano Avança Brasil gera muitas dificuldades na obtenção de informações.

Intensificar o envolvimento dos ministérios e órgãos que fazem interface com as ações.

Maior flexibilidade no ajuste nas ações do setor privado (inclusão/modificação/exclusão).


Energia nos Eixos do Centro-Oeste