Avaliação dos ProgramasMacroobjetivos08 - Promover a Modernização da Infra-Estrutura e a Melhoria dos Serviços de Telecomunicações, Energia e TransporteOferta de Petróleo e Gás Natural
  

Realização Física e Financeira Indicadores Custos



Novo recorde de produção diária de petróleo alcançado em 27/12/2001, coma marca de 1.568 mil barris de óleo, coincidindo com recorde de produção na Bacia de Campos.

Entrada em operação de mais duas unidades de produção na Bacia de Campos: a Petrobras-40 (P-40) e a Petrobras-38 (P-38), no Campo de Marlim Sul.

Recorde mensal de produção no Pólo Arara, na Bacia do Solimões (AM), em outubro, com produção média mensal de 59,7 mil barris por dia de óleo e líquido de gás natural (LGN) e de 7,4 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural.

Recorde diário de produção de óleo e líquido de gás natural (LGN) no Espírito Santo, tendo alcançado a produção de 25,5 mil barris por dia, motivado, principalmente, pelo desenvolvimento do Campo de Fazenda Alegre.

Novas descobertas: esforço exploratório realizado durante o ano resultou em 28 descobertas, sendo 11 em terra e 17 no mar.



A produção média anual de óleo, líquido de gás natural (LGN) e condensado foi de 1.336 mil barris por dia, e de gás natural de 38.477 mil metros cúbicos por dia, perfazendo uma produção média total de 1.568 mil barris de óleo equivalente por dia (boed), o que representou crescimento de 5% em relação ao ano anterior (1.492 mil boed). Em relação à previsão de produção de petróleo (1.390 mil barris por dia), o índice alcançado foi de 96%, apenas 4% abaixo da meta. No caso do gás natural a previsão era de 40,7 milhões de m3/d, ficando o índice 5% abaixo do previsto.

Não fosse pela postergação da entrada em operação da P-40 (Marlim Sul), prevista inicialmente para julho de 2001, ocasionada pelo atraso na liberação das licenças de instalação e operação pelo Ibama, a produção média de 2001 teria alcançado o valor de 1.370 mil barris por dia, o que resultaria numa realização de 99% da meta prevista. Além deste, outros eventos influenciaram o resultado alcançado, tais como: o atraso na instalação dos manifolds de produção na plataforma P-37, acarretando a postergação da entrada em produção de diversos poços do Campo de Marlim, atraso no projeto de Coral e Estrela do Mar e o movimento grevista ocorrido em outubro.

Em dezembro obteve-se mais um recorde mensal histórico de produção de óleo e LGN, no valor de 1.469 mil barris por dia, obtido, notadamente, pela contribuição dos seguintes eventos: as unidades P-40 e P-38 iniciaram a produção do Módulo 1 do Campo de Marlim Sul (RJ) em 17 de dezembro de 2001; interligação de 13 novos poços produtores no Campo de Marlim; aumento da produção nas unidades de coleta e tratamento de óleo e de processamento de gás natural da Província do rio Urucu, na Bacia do Solimões (AM).

Vale destacar que, com doze dias de produção, o primeiro módulo do sistema de desenvolvimento da produção do Campo de Marlim Sul (P-38 e P40), que contempla a produção de três poços, atingiu a vazão de 78 mil barris por dia, dos quais cerca de 40 mil barris provenientes de um único poço, o MLS-42, que registrou a maior produção de óleo já alcançada em um poço produtor em todo o território brasileiro, colocando-o entre os maiores poços produtores offshore no mundo.

O esforço exploratório realizado durante o ano resultou em 28 descobertas. Em terra, foram realizadas 11 importantes descobertas, sob a ótica regional: uma na Bacia Potiguar (RN), duas na Bacia do Recôncavo (BA), sete na Bacia do Espírito Santo (ES) e uma na Bacia do Amazonas (AM). No mar, foram realizadas 17 descobertas, destacando-se as localizadas na Bacia de Campos, Bacia de Santos, Bacia do Espírito Santo, Bacia de Sergipe-Alagoas e Bacia de Camamu-Almada (BA). Destes, o da Bacia de Camamu, assumiu especial importância devido à comprovação da presença de óleo e gás no intervalo anteriormente considerado como exclusivamente portador de gás, além da constatação de novos intervalos portadores de óleo e gás.

Devido ao acidente ocorrido em março de 2001, no Campo de Roncador, na Bacia de Campos, que resultou no afundamento e conseqüente perda do sistema de produção, a plataforma Petrobrás-36 (P-36), fez-se necessário revisar as metas do próprio ano e de anos subseqüentes.

As novas metas - 1.390 mil barris por dia em 2001, 1.490 mil barris por dia em 2002 e 1.620 mil barris por dia em 2003 - refletem o esforço da Petrobras para minimizar as perdas na produção de óleo. A meta de produção para 2005, estabelecida antes do acidente, está confirmada. Serão 1.900 mil barris por dia, o que projeta crescimento anual de 8,4% na produção nacional de petróleo pela Petrobras, no período 2000-2005.

Com o agravamento da crise energética no País, tornou-se necessário antecipar a operação de termelétricas, o que exige esforço adicional na produção do gás natural para atendimento a essa nova demanda. As novas metas - 45,4 milhões de m³ diários em 2002 e 55,6 milhões de m³ diários em 2003 -, são decorrentes desse esforço. No entanto, o seu alcance depende fortemente da viabilização do programa termelétrico em questão.

Até 2003 espera-se alcançar pico de produção da P-40, implantar a primeira fase do desenvolvimento de Roncador, implantar novos módulos produtores nos campos de Barracuda-Caratinga, Bijupirá-Salema e Albacora Leste.

No decorrer de 2000 foram constatadas necessidades de ajustes no programa. Essas necessidades foram expressas na avaliação de 2000 e, posteriormente, formalizadas através de uma proposta apresentada ao Ministério das Minas e Energia - MME, à Secretaria de Planejamento e Investimentos Estratégicos - SPI e ao Departamento de Coordenação e Controle das Empresas Estatais - Deest, do Ministério do Planejamento, no primeiro semestre de 2001. O resultado dessas alterações está expresso no orçamento de 2002. As alterações, que contemplaram produtos, metas físicas, natureza das ações e seus descritivos, foram inseridas no cadastro de ações para 2002 e a partir de 2002 já se refletirão no Avança Brasil. No acompanhamento do programa em 2002, verificar-se-á a eficácia das alterações implementadas.

Além disso, apesar da estratégia de implementação estar adequada, dentro do espírito da melhoria contínua, entende-se ser necessário melhorar o processo de licenciamento ambiental. Esse é um processo altamente crítico no cronograma dos projetos, que além dos gastos adicionais, pode levar ao não alcance das metas estabelecidas no programa.




Intensificação do acompanhamento dos processos de licenciamento ambiental das atividades relacionadas à perfuração e produção de petróleo e gás natural.


Proágua Infra-Estrutura