Avaliação dos ProgramasMacroobjetivos10 - Ampliar o Acesso aos Postos de Trabalho e Melhorar a Qualidade do EmpregoGestão da Política de Trabalho e Emprego
  

Realização Física e Financeira Custos



Realização da Pesquisa de Emprego e Desemprego - PED, mensal, de acordo com a metodologia do Dieese e Fundação Seade, nas regiões metropolitanas de São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre, Salvador e Brasília, além da pesquisa mensal de emprego, realizada pelo Instituto de Desenvolvimento do Trabalho - IDT, na região metropolitana de Fortaleza.

Publicação dos n° 15, 16 e 17 do Boletim Mercado de Trabalho - Conjuntura e Análise, publicação conjunta do Ministério do Trabalho e Emprego e IPEA, que visa ser um termômetro do mercado de trabalho brasileiro e um instrumento de discussão tripartite de temas relevantes na área.

Publicação dos n° 1 e 2 do Boletim Rio de Janeiro Trabalho e Sociedade, do Ministério do Trabalho e Emprego em conjunto com o Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade - IETS, que visa gerar informações e análises do mercado de trabalho do Estado do Rio de Janeiro, a partir de diversas fontes estatísticas, destacando-se a Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE e RAIS e o Caged do Ministério do Trabalho e Emprego.

Realização de um conjunto de estudos, em parceria com a FIPE, analisando o impacto da legislação trabalhista sobre o mercado de trabalho, que culminarão da publicação de um livro no primeiro trimestre de 2002.



A execução do programa, em termos de cumprimento das metas físicas previstas no PPA, ficou abaixo do esperado, tendo em vista que houve uma certa dificuldade de execução financeira, o que comprometeu o resultado físico. Todavia, há uma boa expectativa de cumprimento das metas físicas do PPA 2000-2003, tendo em vista uma maior execução financeira em 2002 e a manutenção da grande eficiência verificada em 2001 (no geral, o custo unitário das metas físicas ficou abaixo do planejado).

Diante do exposto, os resultados foram considerados satisfatórios. Além do mais, qualitativamente o resultado foi bastante positivo. Infelizmente, os indicadores físicos não podem auferir adequadamente este tipo de resultado.

No geral, o programa está concebido adequadamente, não havendo necessidade de grandes mudanças, exceto alguns aprimoramentos na estratégia de implementação, no que se refere à organização dos trabalhos no âmbito da gerência, sendo necessário uma maior integração com a equipe e uma proatividade maior para evitar possíveis dificuldades; a uma melhor comunicação com as demais unidades do Ministério, para as quais são gerados importantes insumos e também uma maior interação com a comunidade acadêmica e com os formuladores de políticas na área de trabalho em estados e municípios, para os quais os trabalhos realizados pelo programa também poderiam ser úteis.

Os recursos materiais disponibilizados foram adequados, mas, em termos de infra-estrutura, o espaço físico diminuto dificultou o trabalho da equipe.

Outro problema, bem mais sério, é a quantidade insuficiente de recursos humanos.Vale destacar que, em função da especialização requerida, não é fácil a disponibilidade de recursos humanos para ampliar o quadro.

O cumprimento do conjunto de metas físicas em relação ao objetivo do programa ficou abaixo do previsto (alcance de 60% e 89%), em função da dificuldade na execução financeira, o que comprometeu o resultado físico.

As restrições, que interferiram no desempenho das ações de maior impacto, foram o atraso na liberação de recursos, contingenciamento financeiro, contratos e convênios, dentre outros. A legislação de convênios, mais adequada para parcerias com estados e municípios, dificulta muito a parceria com institutos de pesquisas e universidades, nossos principais parceiros neste programa. Verificou-se uma interferência elevada dos processos de contratos e convênios na implementação do programa, sendo a exigência de contrapartidas e, principalmente, a tramitação burocrática, os tipos de problemas mais representativos.

No caso do desenvolvimento do sistema de informações para atualização de estatísticas e indicadores da área do trabalho, verificou-se uma dificuldade de se chegar a um projeto que atenda as necessidades do Ministério e que consolide os diversos sistemas de informações setoriais que não se comunicam entre si. Talvez seja necessário rever a política de gestão da informação do Ministério para viabilizar tal ação.

O desempenho das ações executadas em outras unidades administrativas do próprio Ministério foi razoável. As ações "Pesquisa sobre Emprego e Desemprego - PED" e "Coordenação e Manutenção do Fundo de Amparo ao Trabalhador" apresentaram ótimo desempenho. Porém a ação "Harmonização de Normas Trabalhistas no âmbito do Mercosul" teve um desempenho baixo em função da própria dinâmica do Mercosul.

Os principais parceiros foram o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômica - FIPE, o Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade - IETS, a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - PUC-Rio, a Associação Nacional de Centros de Pós-Graduação em Economia - Anpec, a Trevisan Consultores Associados e as secretarias estaduais de trabalho de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e Ceará. Todos apresentaram ótimo desempenho na realização das ações nas quais estavam comprometidos.

O grau de participação da sociedade sobre o programa foi moderado. As ações com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador - FAT são alvo de apreciação do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador - Codefat, que tem representação tripartite (Governo, trabalhadores e empregadores) e paritária (quatro membros de cada bancada).

Todavia, como nenhuma ação deste programa tem impacto direto sobre os cidadãos, não há uma participação mais intensa da sociedade civil.




Ampliação da equipe gerencial do programa e melhoria dos processos de tramitação burocrática, de forma a facilitar a parceria com os institutos de pesquisas e universidades.


Jovem Empreendedor