Avaliação dos ProgramasMacroobjetivos11 - Melhorar a Gestão AmbientalPrevenção e Combate a Desmatamentos, Queimadas e Incêndios Florestais
  

Realização Física e Financeira Indicadores Custos



Elaboração de um mapa de susceptibilidade da vegetação ao fogo.

Elaborada Proposta do Plano Nacional de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais e realizados seminários regionais para seu aperfeiçoamento e validação.

Criado o Centro Nacional de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais, no âmbito do Ibama.

Redução da ordem de 89% da taxa de acidentes com o uso do fogo (comparando-se dados de 1999 e 2001). Tal redução deve-se ao amplo trabalho de articulação com diversas entidades públicas e civis da região e ao intenso trabalho preventivo implementado pelas ações do programa.

Ampliação da capacidade de identificar as áreas de maior risco de ocorrência de incêndios florestais, por meio da implementação de um sistema de monitoramento e tomada de decisão, de previsão e de avaliação de risco, apoiado em técnicas de geoprocessamento.



Após a análise da evolução dos indicadores do programa, verifica-se que a "taxa de desmatamento na Amazônia" sofreu um acréscimo significativo, não correspondendo ao esperado. Tal acréscimo deve-se a diversos fatores que fogem ao controle do programa em seu desenho atual: a expansão da fronteira agrícola, o uso de áreas florestadas para a alocação de assentamentos rurais e o estímulo financeiro à produção agropecuária.

Na "taxa de legalidade de desmatamento" observa-se um acréscimo devido, principalmente, aos seguintes fatores: melhoria tecnológica no sistema de controle das autorizações de desmatamento e maior entrosamento entre as equipes de plano de manejo (autorizações) e as equipes de fiscalização.

Quanto à "taxa de monitoramento do território nacional", observa-se que desde 2000 já atinge o índice esperado para o final do programa, considerando-se o monitoramento dos focos de calor. Quanto ao "índice de monitoramento do desmatamento", atualmente está restrito à Amazônia Legal, ou seja, já se atingiu o índice de 56% do território nacional.

Pode-se observar, entretanto, um maior envolvimento das comunidades com os trabalhos de prevenção e combate a desmatamentos, queimadas e incêndios florestais. O número de brigadas municipais voluntárias teve um aumento da ordem de 34% no ano de 2001, principalmente nos estados do Pará e do Mato Grosso.

As sedes dos órgãos estaduais e das unidades descentralizadas do Ibama não atendem às necessidades do programa. Faltam salas de operações regionais e micro-regionais, torres de observação, depósito de material nas unidades de conservação nas prefeituras e nos parceiros; hangares, heliportos e pistas de pouso nas unidades de conservação, dentre outras deficiências.

Faltam técnicos para vistorias e fiscalização de desmatamento e queimadas. Não há amparo legal para se pagar brigadista, e despesas de trabalhadores braçais voluntários (aceiros,canaletas, etc).

Coordenadores e assessores diretos são amplamente capacitados, tanto no INPE, como no Ministério do meio Ambiente e no Ibama. Verifica-se, entretanto, uma carência de capacitação no campo: bombeiros, gerências executivas, unidades de conservação e organizações estaduais de meio ambiente para a questão dos incêndios florestais.

Todas as ações contempladas com recursos orçamentários e financeiros do programa alcançaram ou extrapolaram as metas físicas estabelecidas. Entretanto, nem estas metas, nem os recursos financeiros destinados a uma parte das ações são suficientes para resolução dos problemas existentes no setor.

A ação "Plano de Ação de Combate a Incêndios, Queimadas e Desmatamentos" prevê a elaboração de um plano nacional. A proposta foi elaborada conforme previsto e os seminários regionais para a validação já estão sendo realizados.

Em todos os estados da Região Amazônica foram criados e implementados conselhos estaduais de prevenção e combate a incêndios florestais. Nas prefeituras dos municípios prioritários para a questão do fogo estão em pleno funcionamento conselhos municipais de prevenção e combate a incêndios florestais. O número de brigadas voluntárias e combate tem aumentado significativamente nos últimos anos evidenciando um elevado grau de participação da sociedade. As comunidades no entorno das unidades de conservação, em todo o território nacional têm atuado nas atividades de prevenção e combate.




Deve ser analisada a necessidade de contratação de recursos humanos, de aquisição de novos equipamentos e o aporte de recursos para as atividades de supervisão e gerenciamento.


Proágua - Gestão