Avaliação dos ProgramasMacroobjetivos12 - Ampliar a Capacidade de InovaçãoProdução de Componentes e Insumos para a Indústria Nuclear e de Alta Tecnologia
  

Realização Física e Financeira Indicadores Custos



Fabricados 40 elementos combustíveis para Angra I e 16 elementos combustíveis para Angra II.

A unidade de minerais pesados (zirconita, rutilo e ilmenita) produziu uma quantidade de produtos acima das metas previstas, em função de melhoria nos teores dos minérios, e operou durante todo o ano à capacidade plena.

A Nuclep concluiu a fabricação de "racks compactos" para Angra II. Essa fabricação representa um ganho tecnológico importante, pois pela primeira vez este tipo de equipamento é fabricado no País, o que qualifica a Nuclep a produzir esses equipamentos para outras centrais nucleares, inclusive para exportação.

Em setembro de 2001, a Indústrias Nucleares do Brasil - INB recebeu a qualificação da Belgonucleaire, necessária para a exportação de produto nuclear, e foi autorizada a produzir 3.500 kg de dióxido de urânio (UO2) para uso industrial.



Apesar das dificuldades encontradas, todas as unidades industriais do ciclo do combustível nuclear estavam em operação no final de 2001: mina de urânio de Caitité, fabricação de pó de UO2, fabricação de pastilhas de UO2, fabricação das varetas e montagem do combustível. O grau de nacionalização previsto para o período foi atingido.

O desempenho do indicador do programa "etapas do ciclo do combustível nuclear com processo de produção nacional" foi afetado pela paralisação da mina de urânio de Caitité por cerca de oito meses, obrigando a Indústrias Nucleares do Brasil - INB a adquirir urânio no exterior para cumprir os cronogramas de entrega dos elementos combustíveis contratados pela Eletronuclear. Além disso, a unidade de produção de compostos de terras raras, localizada em Caldas (MG), apesar de estar concluída desde 1999 e ter licença experimental da Comissão Nacional de Energia Nuclear - CNEN para tratar 400 t de monazita, ainda não obteve licença do Ibama para iniciar sua operação. Enquanto isso, o Brasil importa todos os compostos de terras raras consumidos no País.

Deve-se ressaltar que a fabricação de mais 40 elementos combustíveis para Angra foi postergada, a pedido do cliente, para janeiro de 2002.

A unidade de minerais pesados produziu uma quantidade de produtos acima das metas previstas, em função de melhoria nos teores dos minérios, e operou durante todo o ano a capacidade plena.

Para se tornar um fornecedor de um produto nuclear é necessário passar por um complexo sistema de qualificação técnica. Para vir a exportar o pó de UO2 a INB iniciou contatos técnicos com a Belgonucleaire, com a Cogema, com a Framatome e com a , empresas internacionais. Como parte desse processo a INB encaminhou 200 kg de amostras de pó de UO2 para a Belgonucleaire e 400 kg para a Cogema. Em setembro de 2001, a INB recebeu a qualificação da Belgonucleaire e foi autorizada a produzir 3.500 kg de UO2 para uso industrial. Este material será embarcado para a Bélgica em janeiro/fevereiro de 2002.

Em decorrência da assinatura, em julho de 2000, do contrato entre a INB e o Centro de Tecnologia da Marinha - CTMSP e da definição dos recursos orçamentários para o projeto de Implantação da Unidade de Enriquecimento de Urânio, foram iniciadas em 2001 as atividades de implantação daquela unidade. O projeto é da maior importância para o alcance das metas do programa. Em 2001, o projeto obteve a licença de instalação do Ibama autorizando a instalação da unidade e a realização dos testes pré-operacionais e o comissionamento dos sistemas envolvidos; a preparação do hall da cascata ("condição limpa") e a assinatura do contrato com o Consórcio Ebe/Engevix/Carioca para elaboração do projeto executivo, construção civil, montagem eletromecânica, testes funcionais, etc. Foi feita a aquisição dos materiais principais metálicos e não metálicos e peças de alumínio, assim como a aquisição de diversos equipamentos tais como o compressor de UF6, sensores de medição, válvulas especiais, máquinas operatrizes, placas de circuito interno, etc.

O programa engloba algumas ações sem interligação entre si. Existem ações ligadas à fabricação dos elementos combustíveis para as usinas nucleares brasileiras, a cargo da INB, e ações de fabricação de equipamentos para centrais nucleares a cargo da Nuclep. Essas últimas ações também não estão relacionadas ao objetivo do programa "Produzir elementos combustíveis para os reatores e equipamentos das usinas nucleares brasileiras e minerais pesados e óxidos de terras raras para a fabricação de componentes de alta tecnologia".

Com relação à implementação do programa, a disponibilizarão dos recursos financeiros não foi um entrave à execução das metas previstas. As metas das ações principais (fabricação de elementos combustíveis, implantação da unidade de enriquecimento de urânio e fabricação de equipamentos para indústria nuclear) foram atingidas quase que integralmente.




Como forma de melhorar a concepção do programa deverá ser analisada a transferência das ações Fabricação de Equipamentos para a Indústria Nuclear e Capacitação de Profissionais para a Indústria Nuclear para o programa de Fabricação de Equipamentos para Indústria Pesada.

Combater as restrições encontradas em 2001 na execução das atividades do programa: a paralisação da produção da mina de urânio de Caitité por cerca de 8 meses devido a problemas ambientais junto à CNEN e ao Ibama, a falta de licença ambiental das instalações de produção de compostos de terras raras que estão concluídas desde 1999. Este assunto está sendo conduzido em nível da Diretoria da INB e do Ibama.


Produção de Equipamentos para a Indústria Pesada