Avaliação dos ProgramasMacroobjetivos15 - Assegurar o Acesso e a Humanização do Atendimento na SaúdeSaúde do Jovem
  

Realização Física e Financeira Indicadores Custos



Capacitação de 300 multiplicadores de saúde na adolescência nos estados de Tocantins e Roraima, de 480 multiplicadores em participação juvenil, em treze estados e de 193 multiplicadores para cinco centros de referência de capacitação em saúde sexual e reprodutiva.

Capacitação de 466 coordenadores, monitores e animadores na metodologia das Rodas de Conversa, beneficiando, até o momento, 2.359 pessoas entre monitores, animadores e pessoas das comunidades acompanhadas pela Pastoral da Criança.

Sensibilização e capacitação de 226 médicos ginecologistas, em parceria com a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia - Febrasgo, de 1.004 pediatras, em parceria com a Sociedade Brasileira de Pediatria, e de 4.693 profissionais de enfermagem na "Jornada Brasileira: Um Compromisso da Enfermagem com o Adolescente Brasileiro", em parceria com a Associação Brasileira de Enfermagem - ABEn Nacional.

Capacitação de 175 profissionais das equipes do programa Saúde da Família.

Realização de pesquisa sobre reprodução humana do adolescente de 10 a 14 anos.

Apoio a realização de dois eventos de associações juvenis, Encontro Nacional de Adolescentes - ENA e Encontro das Tribos Jovens.



A Área de Saúde do Adolescente e do Jovem, prioriza ações que estruturam e/ ou aprimoram a rede de saúde, com organizações de serviços de atenção aos adolescentes e jovens, nos estados e municípios da Federação. A gravidez na adolescência, as infecções pelas doenças sexualmente transmissíveis e AIDS, a violência e a doença mental caracterizam problemas que necessitam de intervenções contextualizadas e sistematizadas. A incorporação destas ações, pelas equipes de saúde da família e pelos agentes comunitários de saúde, permitirá maior acesso às informações sobre a saúde integral do adolescente e do jovem.

O trabalho teve como objetivo principal a prevenção da gravidez na adolescência e a redução dos riscos sociais relacionados à maternidade e à paternidade precoce. As atividades concentraram-se nas seguintes áreas: capacitação de recursos humanos; educação em Saúde para Jovens; implementação de uma rede de "Espaços Jovens" de atenção multidisciplinar ao jovem; promoção do protagonismo juvenil e de lideranças jovens; elaboração de manuais de organização de serviços e orientações para atenção básica a adolescentes.

Com a realização do Encontro das Tribos Jovens, 3.512 pessoas foram beneficiadas diretamente, sendo 2.700 sensibilizados e 812 capacitados, dos quais 566 eram jovens, 174 educadores e 73 convidados. Houve ainda a participação de representantes de 6 povos indígenas e 8 grupos afrodescendentes. Possibilitou-se a interação e a união entre jovens de diferentes culturas, etnias e classes sociais, bem como a troca de conhecimentos em relação à vida, às culturas brasileiras e à sexualidade.

Em relação à concepção, verifica-se que o programa apresenta problemas de ordem técnica e falta de um plano de ação estruturado, com definições de papéis bem definidos.

A execução das ações do programa ocorre em nível local, dependendo fundamentalmente dos estados e municípios, onde se observam dificuldades em relação ao repasse de informações e quanto à disponibilidade de recursos. No tocante ao atendimento aos adolescentes, não existe uma assistência adequada na rede do Sistema Único de Saúde - SUS. Como existem poucos centros de referência, e apenas em algumas capitais do País, está sendo promovida a capacitação dos profissionais das equipes do programa Saúde da Família para a ampliação dessa atenção.

Os recursos financeiros não foram liberados em tempo oportuno para a execução das ações em 2001.

O programa não possui um sistema de consulta sistemática e representativa ao público-alvo e apresenta dificuldades na captação, com qualidade, das informações repassadas pelos municípios.




Verifica-se a necessidade de promover a revisão do conjunto de ações e metas e indicadores para que possam se adequar e retratar melhor a atuação do Ministério com relação à saúde dos adolescentes e jovens.

É importante intensificar a integração com as demais unidades administrativas do Ministério para viabilizar a avaliação do desempenho das ações executadas em outros setores.

Sugere-se implantar sistema de informação que possibilite o monitoramento do atendimento ao jovem na rede do SUS e avalie o impacto das ações implementadas.

Faz-se necessário promover a qualificação e adequação dos recursos humanos alocados na execução do programa, em âmbito estadual e municipal, objetivando aperfeiçoar a organização dos trabalhos gerenciais.


Saúde do Trabalhador