Avaliação dos ProgramasMacroobjetivos27 - Garantir a Defesa Nacional como Fator de Consolidação da Democracia e do DesenvolvimentoNacionalização do Material Bélico
  

Realização Física e Financeira Custos



Obtenção da Certificação ISO 9002 em Produção e Serviços Associados para Material Bélico Aeroespacial: Foguetes e Munições de Calibres 40 mm a 120mm, e respectivas embalagens.

Obtenção da Certificação ISO 9002 em Fabricação de Armamento Leve de Emprego Individual: Pistolas e Fuzis (Ramo de Atividade - Código NACE 35-3).

Exportações de 18.160 pistolas 9mm, 5 fuzis automáticos leves, 750 estopilhas e de 39.013 peças de reposição para pistolas e fuzis.

Início da construção da Fábrica de Espoleta Elétrica.

Início da implantação do sistema de saneamento e proteção ambiental na Fábrica Presidente Vargas.

Aquisição de parte dos equipamentos industriais previstos para 2001.



O Exército Brasileiro tem a necessidade de pesquisar, desenvolver e produzir o material bélico correspondente a uma mínima Base Industrial de Defesa, que evite a dependência externa de materiais estratégicos e busque garantir a defesa nacional como fator de consolidação da democracia e do desenvolvimento.

As dez ações que compõem este programa são desenvolvidas no âmbito da Indústria de Material Bélico (IMBEL), a qual busca aumentar o grau de racionalização dos equipamentos, equipagens e componentes utilizados por nossas Forças Armadas.

Os cinco complexos fabris da IMBEL, localizados no triângulo São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, são responsáveis pela produção de diversificados produtos de emprego militar e civil. Na linha de produtos militares constam explosivos, acessórios e artefatos, cargas para vários tipos de munições pesadas, propelentes para mísseis e foguetes, armamento individual para tropas, aparelhos eletrônicos de comunicação em campanha, aparelhos de aferição e medição de desempenho balístico. Os produtos civis possuem a tecnologia similar aos produtos militares. Devido à amplitude de suas pesquisas, a IMBEL oferece produtos de qualidade apurada, a partir de processos otimizados e matériasprimas de produção exclusiva. Constam da linha de produtos civis, dinamites, espoletas, cordéis, estopins, pólvora, sinalizadores, nitroceluloses, éter, cutelaria, pistolas, etc., produtos esses que foram desenvolvidos a partir da experiência acumulada por mais de um século.

Ao aliar avançadas técnicas de manufatura ao talento e profissionalismo de suas equipes, a IMBEL concebeu uma estratégia de competitividade que tem possibilitado à empresa conquistar nichos de mercado importantes e extremamente exigentes, em várias regiões do mundo. Entre os clientes dos produtos gerados pelas ações do programa vale destacar o Exército Brasileiro; as policias militares, federais e civis; a Companhia Nitroquímica Brasileira; as pedreiras e mineradoras nacionais; governos e empresas estrangeiras.

No ano de 2001 a Imbel apresentou um faturamento de US$ 22,3 milhões, sendo que desse montante cerca de US$ 5,2 milhões foram obtidos por meio da exportação dos seguintes produtos: pistolas 9mm, fuzis automáticos leves, estopilhas e peças de reposição para pistolas e fuzis.

No tocante ao mercado interno foram fornecidos armamentos e munições de grosso calibre para as Forças Armadas e Forças Auxiliares. Em conjunto com a Secretaria de Ciência e Tecnologia do Exército foram desenvolvidos vários projetos de interesse da Força Terrestre.

O êxito do programa depende das encomendas dos produtos produzidos pela Imbel. O resultado do programa ficou abaixo do esperado, principalmente, pelo fato do mercado bélico internacional ter sofrido forte retração e, também, em decorrência do Ministério da Defesa não ter mantido um fluxo adequado de encomendas. A não geração de numerário, devido às dificuldades econômicas da Imbel, correspondente ao crédito previsto no orçamento de investimento, prejudicou sensivelmente o andamento das ações do programa.

Atualmente os recursos materiais são insuficientes para a implementação do programa e a infra-estrutura está inadequada. Isto se deve, principalmente, à carência de recursos financeiros que prejudicam, também, a qualificação dos recursos humanos.




A estratégia de implementação do programa não está adequada. O mesmo deve estimular a geração de receita própria e a alavancagem de outros recursos, além dos orçamentários, mediante a aglutinação das diversas formas de atuação do Governo Federal, inclusive por meio de parcerias com o setor privado e integração com estados, Distrito Federal e municípios, visando ampliar a base de financiamento das ações componentes do programa. Faz-se necessário, ainda, a capacitação da equipe gerencial e dos coordenadores de ação em busca da melhoria da qualidade da informação prestada e da divulgação dos resultados do programa.

O papel do gerente, orientado para o compromisso com resultados e custos, é fator crítico de sucesso na implantação e execução do programa. Portanto, é importante que haja maior integração entre a gerência do programa, a Imbel e os órgãos de planejamento e orçamento do Ministério da Defesa e do Comando do Exército para compreensão dos processos de planejamento, orçamento e finanças e verificação da possibilidade de atendimento das necessidades do programa.


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